Patrulhas Ideológicas, de Carlos Alberto M. Pereira e Heloísa Buarque de Hollanda. Entrevista com Lélia Gonzalez, 1979<span>Acervo Lélia Gonzalez</span>

Patrulhas Ideológicas — Lélia Gonzalez (1979)

Entrevista concedida no final da década de 1970, quando ressurgem os movimentos de resistência social. A essa altura, Lélia já era uma porta-voz da militância negra no Brasil e iniciava um intenso diálogo com lideranças negras internacionais. Nessa conversa, Lélia analisa os aspectos políticos e culturais dos movimentos negros no Brasil. Dentre outras questões, destaca a importância do fenômeno do Black Rio na afirmação de uma identidade negra.

Revista do Cael (1983)

“O Brasil é um país racista. Não é nenhum paraíso racial, como a ideologia do branqueamento tenta colocar; nem evidentemente, a nossa situação é igual à dos Estados Unidos (...)”. A Revista do Centro Acadêmico Eduardo Lustosa durante anos foi editada por alunos da Faculdade de Direito da PUC-Rio. Em sua estreia — no ano de 1983 — duas entrevistas foram publicadas, dentre elas a de Lélia Gonzalez. Num cenário de redemocratização da sociedade brasileira, ela destacou o fortalecimento dos movimentos de resistência social, em especial o movimento negro, no qual militou desde a década de 1970. A cultura como instrumento de conscientização política e a situação da mulher negra na sociedade brasileira — seus principais focos de luta — foram aspectos priorizados por ela.

Patrulhas Ideológicas, de Carlos Alberto M. Pereira e Heloísa Buarque de Hollanda. Entrevista com Lélia Gonzalez, 1979<span>Acervo Lélia Gonzalez</span>

Mito feminino na revolução malê (1985)

Luiza Mahin — Será mito ou realidade? Esta polêmica entrevista de Lélia Gonzalez concedida ao Jornal Afrobrasil reforça o papel central das mulheres negras na africanização da cultura brasileira. Por outro lado, denuncia as práticas racistas e sexistas presentes na sociedade, as quais excluem essas mulheres dos espaços de poder e decisão.

Lélia Gonzalez (1986)

“Meu processo de branqueamento só parou quando eu casei”. Esta entrevista ao Jornal Pasquim, concedida na década de 1980, é uma referência obrigatória nos estudos contemporâneos sobre Lélia Gonzalez. Suas origens negras e indígenas, seus relacionamentos, posicionamento político, militância, enfim... Tudo isso, e mais, estão contemplados neste franco diálogo com Mara Teresa e o cartunista Jaguar, um dos fundadores do Pasquim.

Patrulhas Ideológicas, de Carlos Alberto M. Pereira e Heloísa Buarque de Hollanda. Entrevista com Lélia Gonzalez, 1979<span>Acervo Lélia Gonzalez</span>

Entrevista Lélia Gonzalez (1991)

“Eu achava que tinha que estar em todas, me jogando loucamente, e meu projeto pessoal se perdeu muito, agora que eu estou catando os pedaços para poder seguir a minha existência enquanto pessoinha que sou. E a gente sai muito ferido e machucado dessa história toda (...)”.

Nesta entrevista ao Jornal do Movimento Negro Unificado — uma das últimas talvez — Lélia faz um balanço de toda sua trajetória nos movimentos negro e feminista. Num momento de autocrítica, destaca o comprometimento político do MNU na luta contra o racismo e o porquê de seu afastamento da entidade, da qual foi cofundadora.