1935

Nasce Lélia de Almeida, em Belo Horizonte, no dia 1º de fevereiro, filha de Dona Urcinda Seraphina de Almeida e Acácio Joaquim de Almeida.

 
1942

O irmão de Lélia, Jayme de Almeida, é contratado pelo time carioca Flamengo e muda-se com a família para o Rio de Janeiro. Seu Acácio morre pouco tempo depois.

 
1946

Inicia o Ginásio na Escola Técnica Rivadávia Corrêa, perto da Central do Brasil, Rio de Janeiro.

 
1952

Cursa o Científico no tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

 
1958

Conclui o Bacharelado em História e Geografia na Universidade do Estado da Guanabara (UEG), atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 
1959

Conclui a Licencitatura em História e Geografia na UEG.

 
1962

Conclui o Bacharelado em Filosofia na UEG.

 
1963

Conclui a Licenciatura em Filosofia na UEG. Nesta ocasião, já lecionava no Colégio de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira da UEG e na Fundação Educacional e Universitária Campograndense (FEUC).

 
1964

Casa-se com Luiz Carlos Gonzalez, a quem conheceu na Faculdade de Filosofia da UEG.

 
1965

Seu marido Luiz Carlos Gonzalez morre tragicamente. De luto, Lélia passa uma breve temporada em Barbacena, Minas Gerais.

 
1967

Sua mãe, Dona Urcinda, morre no Rio de Janeiro.

 
1968

Traduz do francês para o português o II Volume da coletânea Compêndio moderno de Filosofia.

Leciona no Centro de Estudos de Pessoal do Exército, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Gama Filho e no Colégio Santo Inácio.

 
1969

Casa-se com o engenheiro Vicente Marota.

 
1970

Começa a lecionar nas Faculdades Integradas Estácio de Sá (FINES).

 
1974

Inicia um curso de extensão sobre Pensamento Lacaniano, com o Prof. Magno Machado Dias, um dos fundadores do Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.

 
1975

Inicia o Mestrado em Comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e participa da Fundação do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras e do Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.

 
1976

Inicia o primeiro Curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) e torna-se integrante da Assessoria Política do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras (IPCN/RJ). Separa-se de Vicente Marota, seu segundo marido.

 
1978

Com outras lideranças negras, funda o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial, em São Paulo, no dia 7 de junho, rebatizado de Movimento Negro Unificado.

Leciona no Departamento de Letras da PUC-Rio e no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.

 
1979

Inicia uma intensa conexão internacional com lideranças negras de diversos países.

Publica o artigo "Mulher Negra: um retrato", no jornal Lampião da Esquina.

 
1981

Filia-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se integrante do Diretório Nacional do partido.

No dia 20 de novembro, participa de um ato solene na Serra da Barriga, Alagoas, em homenagem a Zumbi dos Palmares, importante liderança quilombola.

 
1982

Candidata-se a Deputada Federal pelo PT, elegendo-se primeira suplente.

Publica com Carlos Hasenbalg o livro Lugar de Negro, uma obra de referência acadêmica.

 
1983

Com outras mulheres negras, funda o Nzinga - Coletivo de Mulheres Negras, no Rio de Janeiro.

Publica na Folha de São Paulo um polêmico artigo "Racismo por Omissão".

 
1984

Viaja para os Estados Unidos com uma bolsa cedida pela Fundação Ford e encontra-se com importantes lideranças femininas negras, como: Angela Davies, Annie Rogers Chambers, Helena Moore.

 
1985

Designada pelo então Presidente da República José Sarney, torna-se integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM).

Desliga-se do Partido dos Trabalhadores (PT).

No mesmo ano, torna-se integrante do Conselho Diretor da Society for International Development/SID, com sede em Roma.

 
1986

Filia-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), possivelmente influenciada por Abdias do Nascimento, fundador do Teatro Experimental do Negro (1944).

Candidata-se a Deputada Estadual pelo PDT, mas não se elege.

 
1987

Leciona no Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio e assume a Diretoria do Planetário da Gávea. Publica o livro Festas Populares no Brasil, premiado na Feira de Leipzig, Alemanha.

 
1988

Participa do I Encontro Nacional de Mulheres Negras (ENMN) em Valença, no Rio de Janeiro.

No dia 20 de novembro, lideranças do movimento negro organizam uma marcha para homenagear Zumbi, principal líder do Quilombo de Palmares.

 
1989

A poucos meses de findar o seu mandato, desliga-se, com as outras conselheiras, do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), em protesto ao esvaziamento do órgão por parte do governo.

 
1990

Na volta de uma viagem à África, Lélia surpreende-se com uma diabete tipo B. Com a saúde um pouco debilitada, inicia um tratamento médico.

 
1994

Toma posse como Diretora do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio.

No dia 10 de julho, morre em sua casa no Cosme Velho vítima de um enfarto no miocárdio. Estava acompanhada de sua sobrinha Eliane, deixa um grande legado para o movimento negro brasileiro.

 
2003

Homenageada no catálogo da montagem teatral "Candaces: a reconstrução do fogo", de Marcio Meirelles e Cia. dos Comuns.

A ONG Geledés ? Instituto da Mulher Negra cria o Centro de Documentação Lélia Gonzalez.

Ana Maria Felippe, amiga e parceira de Lélia, cria o site www.leliagonzalez.org.br para compilar e divulgar os escritos e pensamentos de Lélia Gonzalez.

 
2004

Homenageada in memorian com o Diploma Mulher Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro, concedido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

 
2005

A historiadora Raquel Barreto defende a dissertação de mestrado "Enegrecendo o feminismo ou feminizando a raça: narrativas de libertação em Angela Davis e Lélia Gonzalez", no Departamento de História da PUC-Rio.

 
2006

A historiadora Elizabeth Viana defende a dissertação de mestrado "Relações raciais, gênero e movimentos sociais: o pensamento de Lélia Gonzalez 1970-1990", no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.

 
2009

O Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos, da Universidade Estadual de Londrina (UEL-Paraná), cria a "Biblioteca Lélia Gonzalez".

 
2010

Os pesquisadores Alex Ratts e Flavia Rios publicam um livro sobre a vida e obra de Lélia Gonzalez.

 
2011

Pelo segundo ano consecutivo, a Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro entrega o "Diploma Lélia Gonzalez": concedido às mulheres negras que lutam em defesa da classe trabalhadora e contra a discriminação racial.

Homenageada pelo Projeto Memória da Fundação Banco do Brasil, tecnologia social de educação que, desde 1997, divulga a obra de personalidades que contribuíram significativamente para a transformação social, a formação da identidade cultural brasileira e o desenvolvimento do país.