| Alegando
não ter atingido os objetivos pelos quais lutara toda a vida e que
a lealdade às antigas convicções o transformara num corpo estranho
na política brasileira, em março de 1921 Rui Barbosa renuncia à sua
cadeira no Senado. O afastamento de Rui Barbosa da vida pública tinha,
porém, seus dias contados. Por indicação de J. J. Seabra e apresentado
como candidato único, seria reeleito senador pela Bahia em junho de
1921. Rui reassume voltando a bater-se pela revisão constitucional,
sem a qual, acreditava, a Carta Magna de 1891 perderia sentido. Em
setembro é eleito pela Liga das Nações membro da Suprema Corte Permanente
de Justiça Internacional de Haia. Recebe a mais alta votação - 38
votos -, contra 30 do candidato francês e 29 dados ao representante
da Inglaterra. |
| Comissão
do Senado cumprimenta Rui Barbosa por sua eleição para a Corte Permanente
de Justiça Internacional |
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Mesmo
enfermo, Rui Barbosa segue participando da vida política do país. Durante
o movimento
tenentista, desencadeado em julho de 1922 com o Levante
dos 18 do Forte, comparece à sessão do Senado convocada para votar o
estado de sítio proposto pelo presidente Artur Bernardes. Acolhe a medida,
embora com restrições. Seu estado de saúde se agrava e Rui é obrigado a
recusar convite de Bernardes para ocupar a pasta do Exterior. |