Sempre atento às novidades, quase diariamente, após o almoço, Rui Barbosa percorria as livrarias Briguiet, Garnier, Quaresma e Francisco Alves - as principais do Rio de Janeiro - em busca de lançamentos e encomendando do exterior o que encontrava nos catálogos. Mas não se limitava a obras clássicas ou jurídicas, que predominavam nas prateleiras. Interessava-se também por curiosidades como homeopatia, oceanografia e psicologia, além de pesados tratados de história, filosofia, lingüística, filologia e medicina.

Rui Barbosa em sua biblioteca Rui Barbosa levantava-se sempre de madrugada. No gabinete de trabalho lia em sossego por algumas horas. Depois, durante o café da manhã, marcava nos jornais diários os assuntos de relevância. Nos momentos de descontração costumava acompanhar seriados de revistas como Selecta e divertir-se com O Tico-Tico. À noite, para relaxar, não dispensava novelas policiais de Sherlock Holmes. Rui também apreciava romances de Alexandre Dumas e Maurice Leblanc, além de contos de Edgard Allan Poe.
Estimulado pelo pai desde menino, Rui Barbosa adquiriu amor pelos livros, que tratava com muito cuidado e respeito. Sua vasta coleção, iniciada ainda nos tempos de estudante, nunca mais parou de crescer, consolidando-se afinal quando Rui mudou para a casa da Rua São Clemente, onde havia espaço para acomodar adequadamente os numerosos volumes. Na sua residência - conhecida como Vila Maria Augusta - a biblioteca constituía o refúgio predileto de Rui. Ali passava horas seguidas em meio aos milhares de livros que foram escapando das estantes para invadir salas, corredores, desvãos e demais aposentos.


Rui Barbosa na Livraria Briguiet


leitura variada de Rui
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