Rui Barbosa condecorado com a Legião de Honra da França e a Grã-Cruz da Ordem da Coroa da Bélgica
Uma vida desdobrada em comícios e tribunais, na imprensa e no parlamento, em sistemática oposição aos regimes arbitrários, na luta constante pela cidadania. Contados a partir da sua saudação a José Bonifácio, o Moço, nos idos de 1868, Rui Barbosa completava cinqüenta anos de intensa atividade e importantes contribuições ao país. Sua participação na vida nacional, a princípio celebrada como jubileu literário, logo transformou-se em jubileu cívico, mais adequado ao perfil de um homem que se multiplicou em jornalista, jurista e político, e cuja obra foi uma resposta contínua aos desafios de um mundo em transformação.

Solenidade no Teatro São Pedro em 13 de agosto de 1918
No discurso de agradecimento proferido na Biblioteca Nacional, quando foi inaugurado busto em sua homenagem, Rui Barbosa enfatizou que uma existência como a sua, vivida nos campos de batalha e tecida com fios de ação combatente, extrapolava os limites do fazer literário: "Como quer que se encare, boa ou má, é a de um missionário, é a de um soldado, é a de um construtor. As letras nela entram apenas como a forma da palavra, que reveste o pensamento, como a eloqüência, que dobra o poder das idéias (...) como a condição de asseio que lhe dá clareza às opiniões, que as dota de elegância, que as faz inteligíveis e amáveis."

O
s festejos tiveram início a 11 de agosto com uma missa campal celebrada pelo Cardeal Arcoverde no Campo de São Cristóvão, presentes Venceslau Brás, presidente da República, ministros e demais autoridades. Em nome do povo, discursou Coelho Neto. No dia 13, Rui recebeu a Legião de Honra do ministro francês Paul Claudel, saudações do Império Britânico, a Cruz de Ouro da Academia de Ciências de Lisboa e a Ordem da Coroa da Bélgica. A par das solenidades oficiais, aquele 13 de agosto de 1918, decretado feriado nacional, também foi festejado nas ruas. Enquanto isso, a imprensa procurava captar a dimensão humana do mito - do "maior dos brasileiros" -, mostrando-o em sua intimidade, como uma pessoa comum.
Rui Barbosa discursa em agradecimento à saudação de Coelho Neto Missa campal em homenagem a Rui Barbosa
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