Em janeiro de 1916 o Código Civil Brasileiro era sancionado pelo presidente Venceslau Brás. Eleito em abril de 1902 relator da Comissão Especial do Senado encarregada de analisar o projeto, Rui elabora um longo e detalhado parecer, em que critica a linguagem e propõe emendas a quase todos os seus mais de 1.800 artigos, estabelecendo uma das maiores polêmicas sobre questões de gramática e estilo travadas no Brasil.


Rui Barbosa demonstrou uma
atitude de firme apoio à causa
dos aliados. Na sua opinião, a
invasão da Bélgica pelos alemães,
no final de 1915, representava
o revés das conquistas alcançadas
na Conferência da Paz em Haia
.



Rui Barbosa levantava-se sempre de madrugada. No gabinete de trabalho lia em sossego por algumas horas. Depois, durante o café da manhã, marcava nos jornais diários os assuntos de relevância. Nos momentos de descontração costumava acompanhar seriados de revistas como Selecta e divertir-se com O Tico-Tico. À noite, para relaxar, não dispensava novelas policiais de Sherlock Holmes. Rui também apreciava romances de Alexandre Dumas e Maurice Leblanc, além de contos de Edgard Allan Poe.
Quinta-feira, 20 de março de 1919. Rui Barbosa pronuncia no Teatro Lírico do Rio de Janeiro uma bombástica conferência sobre a questão social e política no Brasil. Amplamente repercutida na imprensa, principiava com uma longa referência ao Jeca Tatu, personagem do livro Urupês, de Monteiro Lobato. E seguia propondo avançado plano de reformas para o país. O jurista tarimbado incorporava em seu programa novas idéias em voga nas principais nações desenvolvidas.


A morte de Rui Barbosa repercutiu em todas as camadas da população. Rui deixaria inacabada "A imprensa e o dever da verdade", obra sobre o papel do jornalismo na construção da cidadania.

Depois de enfrentar uma campanha presidencial, ainda em 1919 Rui Barbosa participa da disputa sucessória na Bahia. E, decidido a eleger Paulo Fontes, candidato oposicionista, empenha-se em memorável cruzada pelo sertão baiano, numa árdua missão para um homem de 70 anos. Rui enfrentou uma agenda de viagens cansativas em embarcações precárias e vagões desconjuntados. Mas a corrupção eleitoral daria uma vez mais a vitória à situação, provocando um movimento de resistência armada que chegou a ameaçar Salvador. Epitácio Pessoa intervém militarmente, dando posse a J. J. Seabra. Indignado, Rui publica uma série de artigos na imprensa.

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