Apesar de aclamado pelas multidões, Rui Barbosa sabia que,
naquele processo eleitoral marcado pela fraude, dificilmente
venceria. Na luta desigual entre a farda e a toga, ganhou a
primeira. Rui perdeu as eleições, como era previsto, chegando
a questionar os resultados obtidos por Hermes da Fonseca
num longo documento encaminhado ao Congresso Nacional.
Mas marcou outro ponto na sua trajetória: a campanha civilista
sinalizaria o início da reação da opinião pública na conquista
da legitimidade dos processos eleitorais.


Divisão do Brasil:  Esperem, esperem! Um pedaço para cada um...
Uma vez no poder, Hermes da Fonseca tentou livrar-se das oligarquias regionais para se fortalecer. Apoiado por jovens militares, lança a Política das Salvações, substituindo os presidentes estaduais por membros das dissidências locais. O choque de interesses, aliado à inabilidade política do marechal, desencadeou conflitos no Amazonas, Pará, Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia e Estado do Rio de Janeiro.

Palácio do Governo da Bahia após bombardeio por forças ligadas a Hermes da Fonseca. Salvador, janeiro de 1912
República:  Então, cigana, qual o meu futuro?                      Cigana: Pela carta que tenho na mão...  é espada!
O governo federal respondeu com intervenções e prisões generalizadas. É quando Rui Barbosa entra novamente em cena. Embora contrário à dominação oligárquica, denuncia no Senado e na imprensa as arbitrariedades de Hermes e não hesita em impetrar vários habeas-corpus em favor dos perseguidos na Bahia.
 
O povo acompanha as apurações em frente ao Jornal do Brasil. À esquerda, a imagem do Marechal Hermes e, à direita, a de Rui Barbosa
 
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