Rui Barbosa e seu candidato a vice-presidente, o paulista Albuquerque Lins


Hermes da Fonseca deslancha sua candidatura dando a eleição como certa. Mas Rui Barbosa, inconformado com o acentuado perfil militar do ex-ministro da Guerra, articula seu próprio nome nas fileiras da oposição.Recebe o apoio do PRP - que rompera a alternânciada "política docafé-com-leite" - e lança a sua campanha dita "civilista",
Rui Barbosa lê sua plataforma no Teatro Politeama. Salvador, 15/1/1910
em contraposição ao militarismo de Hermes.Pela primeira vez um processo eleitoral ganha as ruas e chama a atenção da opinião pública, conquistando amplos segmentos da classe média urbana, que inclui os estudantes.
Manifestação popular em apoio a Rui Barbosa. Campinas, 19/12/1909
Campanha de Rui Barbosa em Minas Gerais. Conselheiro Lafaiete, 18/2/1910
Rui Barbosa retorna da Bahia e é recebido pelos cariocas em janeiro de 1910
Numa época em que o rádio inexistia, Rui Barbosa, pioneiramente, dirigiu-se às massas utilizando sua arma predileta - a palavra. Transformando-a em instrumento de conscientização, excursionou por São Paulo, Bahia e Minas Gerais, firmando-se como o profeta do liberalismo e da luta contra as oligarquias. Não bastava apenas combater a interferência das forças armadas no processo político, era preciso também reformá-lo. Assim como se tornava urgente alterar a Constituição de 1891, a seu ver ultrapassada, e introduzir o voto secreto.
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