Deputado, vice-chefe do Governo Provisório e ministro da Fazenda nos primeiros anos da República, senador. Ideólogo de reformas sociais, Rui Barbosa consagrou-se como a consciência crítica do povo brasileiro. Sem jamais ter chegado à Presidência da Nação, sua figura surpreende pela força e permanência no imaginário popular.
Representando talvez o mito bíblico de Davi e Golias, esse homem franzino, de pouco mais de um metro e meio de altura, consolidou as bases do lendário construído em torno de si sobretudo a partir da Conferência da Paz em Haia. Sua brilhante participação no conclave correu mundo em versões aumentadas e exageradas, com notícias sobre um suposto poliglotismo de Rui que, diziam, dominava todas as línguas vivas ou mortas, fazendo as nações civilizadas calarem-se assombradas.
Brasil em Haia Raros homens públicos foram, em vida, alvo de tantas caricaturas, desenhos, canções, anedotas e poemas como Rui Barbosa. Muitos contemporâneos de Rui já expressavam admiração perante sua eloqüência e disposição cívica.
Comparando-o a um "cetáceo nesse nosso marzinho de arenques" e "imenso como o Amazonas", em 1917 Monteiro Lobato diria: "Rui Barbosa me dá a impressão, na ciência, duma superposição de autores; no estilo, duma superposição de clássicos. (...) Rui é uma grande central telefônica a que vão ter todos os fios. (...) É uma focalização. (...) esse clarão cegante, excessivo, que atrai todas as mariposas e afugenta todos os morcegos."
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