Durante os debates sobre a formação de uma corte permanente de justiça internacional, Rui enfrentou corajosamente os representantes das grandes potências - Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos -, que propunham a criação de um Tribunal de Arbitramento formado pelas nações mais fortes. Sustentou que a escolha dos países segundo critérios que levavam em conta o poderio militar estimularia uma corrida armamentista, direcionando o curso político do mundo para a guerra, contrariando, assim, os objetivos daquele encontro. Mas Rui foi além, provocando impasse nas discussões ao apresentar a tese de que, perante a ordem jurídica internacional, todos os Estados são iguais e soberanos.



Rui Barbosa

Plenário da Conferência da Paz
A participação de Rui na Conferência da Paz, encerrada em 18 de outubro de 1907, repercutiu na imprensa internacional, colocando em evidência uma brilhante atuação. Diplomatas que regressavam da Holanda espalhavam notícias sobre o triunfo do delegado brasileiro. Quando desembarcou no solo natal, em dezembro daquele ano, um povo envaidecido e orgulhoso consagrava-o como a Águia de Haia. Rui Barbosa atingia o ápice da glória.

Tribunal Permanente de Arbitramento
"Idealista humanitário, eloqüente ao extremo, enfim jurisconsulto de Haia, para coroar tantas virtudes."
Georges Clemenceau, ministro francês

"Os discursos de Rui Barbosa continham expressões dignas de um Talleyrand."
The Times, jornal londrino, comparando-o ao diplomata francês, um dos mais importantes estadistas presentes ao Congresso de Viena em 1814
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