Sob o comando do marinheiro
João Cândido, a tripulação dos encouraçados "Minas Gerais" e "São
Paulo" amotina-se, com apoio dos marujos do "Barroso" e do "Bahia",
exigindo aumento de soldo e fim dos castigos corporais a que eram
submetidos. Conhecida como Revolta da Chibata, teve início na noite
de 22 de novembro de 1910, quando os insurretos ameaçam bombardear
o Rio de Janeiro.
Sob ameaça, o Congresso decreta anistia, comprometendo-se a acabar
com os castigos corporais. As armas são depostas, mas o governo retrocede
e manda prender os marinheiros, acusados de conspiração, que, apesar
dos protestos de Rui, são recolhidos à Ilha das Cobras. Uma nova rebelião
eclode em 9 de dezembro e aquela base naval é bombardeada, pondo fim
à sublevação. Dias depois, os presos são embarcados no navio "Satélite",
rumo ao Acre. Nas celas, restam 18 cadáveres. Em 10 de janeiro de
1911 ocorrem fuzilamentos a bordo do "Satélite". Do Senado, Rui denuncia
o massacre e exige a punição dos culpados. |
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