Sinclair Gardens, West Kensington: um dos endereços de Rui  em Londres Londres à época do exílio de Rui Barbosa

Em 13 de setembro de 1893, Rui Barbosa alcança Buenos Aires. Duas semanas depois tenta retornar ao Rio de Janeiro, mas não chega a desembarcar. Diante dos rumores de que tramavam contra sua vida, transfere-se para o "Aquidabã", navio capitânea da esquadra rebelde. De lá só sairá em 6 de outubro, novamente com destino a Buenos Aires, agora acompanhado por toda a família. No exílio, recebe a notícia de que Floriano lhe cassara as honras de general-de-brigada, concedidas durante o Governo Provisório. Após curta temporada na capital portenha, viaja em direção a Lisboa em março de 1894. Pressões políticas e diplomáticas, porém, fazem com que se transfira para a Inglaterra, onde aporta três meses depois. Identificado com o liberalismo político britânico, fixa residência em Londres. Somente em 1895, no governo de Prudente de Morais, Rui regressaria ao Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro no final do mês de julho.
Passaporte de Rui Barbaosa
Rui parte para Buenos Aires a bordo do "Magdalena". No mesmo navio tentará voltar ao Brasil em setembro de 1893

Edição em francês do artigo "O processo do Capitão Dreyfus"
Rui Barbosa em 1895
Durante o exílio Rui Barbosa escreveria as célebres "Cartas de Inglaterra", como ficou conhecida a colaboração que enviou periodicamente ao Jornal do Comércio. Dentre uma variada gama de assuntos, teria destaque o primeiro artigo, publicado em janeiro de 1895, abordando a questão Dreyfus. O caso do capitão francês de origem judaica acusado de traição despertava debates apaixonados. Defensor intransigente da legalidade, Rui protestou contra as graves irregularidades do processo que levaram à condenação e deportação de Alfred Dreyfus para a Ilha do Diabo. Antecipava-se, em três anos, à carta aberta do escritor Émile Zola - "Eu Acuso" -, alertando para o que viria a ser um dos maiores erros judiciários de todos os tempos. Mais tarde, em suas memórias, Dreyfus afirmaria ser de Rui Barbosa a primeira voz que se levantou
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