Rui Barbosa assume o Ministério da Fazenda com o firme propósito de promover a industrialização, incentivar o crescimento econômico e livrar o país da dependência ao capital estrangeiro. Buscava uma redistribuição da riqueza em favor da nascente burguesia urbana, apoiando as novas forças representadas pela classe média em ascensão e substituindo a antiga estrutura agrária baseada na exportação de café. A administração monarquista deixara-lhe um Tesouro falido, mas Rui não desanima. Objetivando implementar suas idéias, toma uma série de medidas com propósito de fazer do Brasil uma nação industrial.

Operários têxteis do Rio de Janeiro
Para colocar em prática seus projetos Rui Barbosa necessitava de divisas. Não podendo contar com empréstimos externos, negados a um governo provisório, lançou mão de expediente similar ao utilizado nos Estados Unidos, encetando uma reforma financeira que permitia a emissão de moeda sem lastro em ouro. As tarifas alfandegárias foram aumentadas, o crédito e a entrada de matérias-primas facilitados. Mas, ao invés de ser empregado apenas na implantação de indústrias ou em atividades produtivas, o dinheiro em circulação acabou desviado para toda espécie de negociatas. A desenfreada especulação na Bolsa de Valores originou alta inflacionária e falências generalizadas, muitas delas fraudulentas. Este período ficaria conhecido como encilhamento.

Em 13 de maio de 1888: a Câmara aprova o decreto que extingue a escravidão no Brasil, último país ocidental a manter o trabalho servil.
Saudada pela imprensa que lutara pela abolição, a queima de documentos procurava impedir tentativas de indenização pelos senhores de escravos


Em 14 de dezembro de 1890 Rui Barbosa manda queimar todos os papéis, livros de matrícula e registros fiscais relativos à escravidão existentes no Ministério da Fazenda. A medida visava preservar os cofres públicos de um contra-ataque dos antigos senhores de escravos, empenhados na indenização por perdas causadas pela Lei Áurea. A destruição dos documentos, aliás, tinha sido proposta por Joaquim Nabuco na Câmara dos Deputados em julho de 1888. A decisão de Rui, contudo, só seria efetivada a 13 de maio de 1891, na gestão de Tristão Alencar Araripe, seu sucessor na pasta da Fazenda.
Gíria do turfe, encilhamento designava os instantes que  antecediam a entrada dos cavalos na raia, quando as apostas 

eram fechadas
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