Em
14 de dezembro de 1890 Rui Barbosa manda queimar
todos os papéis, livros de matrícula e registros fiscais relativos à escravidão
existentes no Ministério da Fazenda. A medida visava preservar os cofres
públicos de um contra-ataque dos antigos senhores de escravos, empenhados
na indenização por perdas causadas pela Lei Áurea. A destruição dos documentos,
aliás, tinha sido proposta por Joaquim Nabuco na Câmara dos Deputados em
julho de 1888. A decisão de Rui, contudo, só seria efetivada a 13 de maio
de 1891, na gestão de Tristão Alencar Araripe, seu sucessor na pasta da
Fazenda.
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