Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro daquela época era uma cidade de contrastes. Circundada por uma bela paisagem natural, a sede da Corte misturava nas ruas a elegância de uma elite em dia com figurinos europeus a escravos de pés descalços e roupas em frangalhos. O surto de progresso que irá marcar a virada para o século XX já se anunciava com o incremento de indústrias, a expansão da rede ferroviária e a chegada da luz elétrica.

A questão eleitoral também mereceu a atenção de Rui Barbosa. No Gabinete Saraiva, apresentou projeto, aprovado em 1881, estabelecendo o pleito direto para os brasileiros do sexo masculino, alfabetizados e com renda mínima de 220 mil-réis. Embora não adotasse o voto universal, ampliava o direito de voto ao incluir não-católicos, negros libertos e estrangeiros naturalizados.


Democratização do Voto

Vista com reservas pelos conservadores, a reforma era uma tentativa de democratização do voto e, ao mesmo tempo, obstáculo à fraude eleitoral.
Reeleito em 1881, Rui permanece no Parlamento até 1884, quando a Câmara é dissolvida pelo Imperador. Tentaria a reeleição algumas vezes, impedida pela campanha violenta da Igreja e dos senhores de escravos.
Rui Barbosa

Em 1880 Rui Barbosa entra na Comissão de Instrução Pública da Câmara. Durante dois anos consulta vasta bibliografia sobre os métodos pedagógicos mais modernos e elabora pareceres em que consolida proposta progressista para o sistema educacional brasileiro. Convencido de que a instrução era a mola mestra do processo de transformação do país numa nação desenvolvida, propunha, entre outras medidas, o funcionamento de escolas superiores não-estatais, o reforço do ensino técnico industrializante e o acesso das mulheres às faculdades. Em reconhecimento, Pedro II concede-lhe, em 31 de maio de 1884, o título de Conselheiro, que Rui usaria por toda a vida.

Designado para debater com Gaspar Silveira Martins (à esq.) - com fama de maior orador do Parlamento -, Rui Barbosa pronuncia, em abril de 1879, um discurso que o projetaria no mundo político e intelectual da Corte. Rui questionou a postura de Silveira Martins que, demissionário do Ministério da Fazenda, atacava o Gabinete Liberal do qual até pouco tempo fizera parte.




Tendo como sócios Rui Barbosa e Sancho de Barros Pimentel (em pé), Rodolfo Dantas (sentado) abre em 1882 um escritório de advocacia na rua do Rosário, 84, no Rio de Janeiro.
Sancho de Barros Pimentel e Rodolfo Dantas
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