A Imprensa - Em 1898 era liqüidada no Rio de Janeiro a sociedade que mantinha o jornal A República. Rui Barbosa e o cunhado Carlos Viana Bandeira compram seu ativo e criam uma nova folha, A Imprensa. Rui entrega a direção a Viana Bandeira, assumindo o cargo de redator-chefe. O plano de organização do jornal era vultoso e excelente o grupo de colaboradores. Edmundo Bittencourt, jovem advogado que dera os primeiros passos da carreira no escritório de Rui e Barros Pimentel, fez parte da equipe inicial. Quando a crise financeira provocada pelos altos custos que dificultavam a sobrevivência do matutino acabou por fechar A Imprensa, em 1901, Bittencourt adquiriu o maquinário, dando início ao Correio da Manhã, que se tornaria um órgão de grande prestígio. Em A Imprensa se daria a última grande participação de Rui no jornalismo diário. Apesar de retornar à atividade com a Campanha Civilista, enviando colaborações para o Diário de Notícias, sua atuação foi esporádica, e praticamente suspensa após 1912. O título A Imprensa voltaria às bancas em 1907, sob a direção de Alcindo Guanabara. Aliado de Hermes da Fonseca, durante a Campanha Civilista combateria o antigo redator-chefe na disputa pela presidência da República.