
ara o homem moderno, é fascinante imaginar como, quatro séculos atrás,
homens desprotegidos saíam ao mar, à mercê de todos os perigos que a
natureza lhes impunha, com conhecimentos limitados dos fenômenos naturais
e com chances mínimas de sobreviverem à aventura da viagem
que os levava a destinos muitas vezes incertos.
Assim, Pedro Álvares Cabral não pode ser visto apenas como um fidalgo
ilustre que, nos campos de batalha ou na vida cortesã, tenha, por direito
próprio ou nobreza de sangue, passado às páginas da História.
Para conhecer a vida deste homem, que realizou um dos maiores feitos
náuticos de sua época, deve-se compreender a importância de sua capacidade
de vencer o condicionalismo
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físico que teve que enfrentar para cumprir a
missão recebida pelo rei de Portugal.
Para dar cabo do empreendimento de buscar caminhos e territórios, era
necessário o conhecimento dos regimes dos ventos nos oceanos. Entender as
causas da formação das massas de ar, como o desigual aquecimento da
atmosfera, as diferenças de latitudes e altitudes, os movimentos da Terra
e as diferenças da pressão atmosférica; essas eram as preocupações
fundamentais dos técnicos das navegações portuguesas no século dos
Descobrimentos.
Dentro do conhecimento científico existente na época, é surpreendente o
feito de Cabral e dos tantos navegadores que venceram caminhos em oceanos
desconhecidos, cercados de lendas e superstições.
Esta edição da revista on-line "Cabral, o Viajante do Rei"
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mostra um pouco
a dura vida destes navegadores. Nas seções "A Viagem" e "Cabral para
Crianças", é abordado o tema sobre a vida no mar. Como viviam esses homens
em viagens que duravam meses, longe da terra natal e sem saber ao certo
seu destino. A seção infantil mostra histórias dos mitos marinhos, que
aumentavam o temor que o mar desconhecido causava nas pessoas..
Este número destaca ainda, na seção "País Descobridor de Mundos", uma das
figuras mais importantes para os descobrimentos que, além dos feitos
náuticos, foi tão significativa na história cultural e artística
portuguesa, que emprestou seu nome a um estilo arquitetônico: o rei D.
Manuel.
Convidamos você a continuar passeando pela história do nosso descobrimento
e pelos primórdios da formação de nossa nacionalidade.
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