
omingo, 8 de março de 1500. A maior tropa até então enviada em uma missão
oceânica estava pronta para velejar. Sairia do Porto de Restelo, em Lisboa,
com uma tripulação de 1.500 homens,
perto de 2,5% da população de Lisboa.
Para as despedidas, o rei D. Manuel com sua corte, nobreza e muita gente
do povo.
No interior da capela de Belém (pequena ermida mandada construir pelo
Infante D. Henrique), esperavam por D. Manuel a maior hierarquia da armada:
o capitão-mor Pedro Álvares Cabral, seus capitães, pilotos e os que
exerciam funções de destaque na viagem.
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D. Diogo Ortiz, Bispo de Ceuta (e mais tarde bispo de Viseu) que havia sido
prestimoso colaborador de D. João II celebrou missa. Jaime Cortesão, em seu
livro "História da Colonização Portuguesa no Brasil", supôs estarem
presentes à celebração o Duque D. Jorge, filho bastardo do Príncipe
Perfeito, D. Álvaro de Bragança, o Conde de Portalegre (armador de navio
da esquadra), Afonso de Albuquerque, tio de Cabral, Aires Gomes da Silva,
D. Francisco de Almeida, Vasco da Gama, os vários italianos financiadores
da empresa, como Marchioni, Affaitade e Sernigi. Essas suposições de Jaime
Cortesão nos parecem muito prováveis.
Terminada a missa, D. Diogo lançou sua benção a Cabral e à bandeira da
Ordem de Cristo que foi entregue pelo rei ao capitão-mor. Em seguida, D.
Manuel colocou na cabeça de Cabral o
barrete que o papa lhe mandara.
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Na procissão que se seguiu, Pedro Álvares Cabral ia ao lado do monarca,
ambos seguindo o bispo.
Antes de embarcar nos batéis, o capitão-mor e seus comandados ouviram as
últimas recomendações reais e beijaram a mão do monarca. A armada passou
fundeada a noite para, no dia seguinte, com bom tempo, ultrapassar a barra
e iniciar a partida. Era segunda-feira, 9 de março de 1500.
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