nvasões bárbaras constantes e principalmente o confronto entre cristãos e
muçulmanos determinaram, na Península Ibérica - como em toda a Europa no
final da Antiguidade e na Idade Média - o fenômeno do encastelamento.
Em territórios geograficamente estratégicos, plantavam-se fortificações,
para a defesa dos territórios feudais mais frequentemente atacados.
Quem percorre o atual território português encontra numerosos testemunhos
de povoados e redutos fortificados que surgiram dessa forma.
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Belmonte - onde nasceu Pedro Álvares Cabral - é certamente um desses
lugares, inserido numa região que foi, no período medieval, zona de
permanentes avanços e recuos de forças militares. Sua pequena população
deveria viver em constante risco. E provavelmente por isso só mesmo no
Século XII, com D. Sancho I, é que o poder central demonstra um interesse
mais efetivo pela região, através da atribuição de inúmeras cartas de
Foral, que promoveram o seu povoamento e o controle político sobre ela.
Data de 1199 o primeiro foral de Belmonte, que, entretanto, só em 1898 irá
ganhar caráter estável como concelho.
No Século XIII Belmonte já era uma comunidade em franca expansão, a
desenvolver-se à sombra do castelo que ali se erigiu
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e que cumpria sua
missão de proteger a população e impor controle político sobre a região.
Nessa época já contava
também com duas igrejas (Santa Maria e São Tiago)
e uma sinagoga.
No Século XIV, quando os Cabrais aparecem na história do povoado, Belmonte
era uma comunidade estabelecida, que vivia da agricultura, dos pastoreios e
de algum comércio.
Em 1466, D. Afonso V doa a alcaidaria de Belmonte a Fernão Cabral, pai de
Pedro Álvares. O castelo transforma-se em residência senhorial fortificada.
Nela terá vivido Pedro a sua infância e o início da adolescência.
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O castelo terá sido erigido no Século XII, em data imprecisa. O edifício
atual é resultado de sucessivas intervenções. No século XVII foi abandonado
como residência ou fortificação e, ao longo do Século XVIII, acaba por
servir de celeiro. As escavações arqueológicas feitas até hoje apuraram
que no castelo houve, certamente, ocupação romana.
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