
uando saiu de Lisboa, em 8 de março de 1500, a armada de Pedro Álvares
Cabral era composta por 10 naus, três caravelas e 1.500 homens. Mais de
metade das embarcações e cerca de dois terços da tripulação jamais
regressariam a Portugal.
Nobres, degredados, religiosos, estudiosos, médicos, carpinteiros,
artesãos, funcionários da Coroa... dividiriam as funções de capitães,
imediatos, contramestres, guardas, marinheiros e grumetes. Os que tinham
profissões específicas ajudariam em funções também específicas.
Treze eram os capitães: Pedro Álvares Cabral, Sancho de Tovar, Simão de
Miranda, Bartolomeu Dias, Vasco de Ataíde,
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Aires Gomes da Silva, Simão
de Pina, Nicolau Coelho, Nuno Leitão da Cunha, Álvaro Dias, Pero de
Ataíde, Luís Pires e Gaspar de Lemos.
O comando técnico da frota foi entregue a Pero Escobar, piloto experiente
que havia participado da chegada à India com Vasco da Gama. Outros pilotos
que se destacaram foram Afonso Lopes e Pero de Alenquer. Este último
participara da viagem da Bartolomeu Dias em 1488, quando foi dobrado o
Cabo da Boa Esperança.
Mestre João Faras era físico e médico de D. Manuel e testava, a bordo, a
utilização do
astrolábio para o cálculo da latitude. Para o mesmo fim, ele
também fazia experiências com as chamadas "tábuas da Índia", o instrumento
dos pilotos árabes que Vasco da Gama trouxera do Índico. Mestre João
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procurava localizar estrela correspondente à polar Estrela do Norte, que,
como esta, permitisse o cálculo da latitude. Em solo brasileiro, ele
batizaria a principal constelação do Hemisfério Sul de "Cruzeiro do Sul".
A carta que Mestre João escreveu a D. Manuel em 1° de maio de 1.500 é hoje
um importante documento sobre o Descobrimento do Brasil.
Pero Vaz de Caminha, escalado para ser o contador da feitoria de Calicute,
foi uma das pessoas que mais contribuiu para a reconstituição da História
do Descobrimento. Apesar de não ser o escrivão oficial da viagem, ficou
célebre pela notável carta que de Porto Seguro – Baía Cabrália, enviou ao
monarca narrando os sucessos da viagem até ali, o descobrimento do Brasil
e os primeiros contatos com os índios.
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Frei Henrique Soares de Coimbra era o líder dos oito frades franciscanos a
bordo. Rezou as duas primeiras missas em solo brasileiro e, após a viagem,
continuou sendo figura de destaque no clero português.
Gaspar da Gama, um judeu que vivera 30 anos na Índia e de lá viera com
Vasco da Gama, foi um dos intérpretes da frota. Gaspar converteu-se ao
cristianismo e adotou o sobrenome daquele que considerava padrinho, Vasco
da Gama.
Dos 1.500 tripulantes, alguns, como os citados acima, foram destacados pela
importância da função ou por feitos que a História registrou. Mas todos
eles tiveram uma participação diferenciada na História da Humanidade.
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