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José Manuel Garcia
á um consenso entre os historiadores de que a armada que tinha por
capitão-mor Pedro Álvares Cabral era constituída por 13 navios e que a sua
tripulação rondava os 1.500 homens. Partiu de Lisboa a 9 de Março de 1500
e não fez qualquer escala antes de chegar ao Brasil no dia 22 de Abril de
1500.
Sobre a sua constituição, existem dúvidas quanto ao número de
caravelas, pois a maioria das embarcações eram
naus (que levavam pano redondo).
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Sabe-se que os navios eram destinados a duas missões diferentes: 11 iam
para a Índia; e apenas dois se destinavam à identificação de Sofala
(em Moçambique), onde, sabia-se, ia parar muito ouro vindo do reino do
Monomotapa.
No primeiro grupo, nove dos navios pertenciam ao rei, mas havia dois que
eram de particulares. De todas as embarcações as informações são muito
reduzidas, pelo que aqui se apresentam os nomes, seus capitães e as
tonelagens, quando tais dados foram referenciados em alguma fonte.
Navios destinados a ir a Calecut
Navios do rei:
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Pedro Álvares Cabral, nau capitânia, de nome e tonelagem
ignorados.
Sancho de Tovar, sota-capitão, nau El-Rei, de cerca de 200 tonéis.
Simão de Miranda de Azevedo, nau de nome e tonelagem ignorados.
Aires Gomes da Silva, nau de nome e tonelagem ignorados. Afundou entre o
Brasil e o cabo da Boa Esperança.
Simão de Pina, nau de nome e tonelagem ignorados, que afundou entre o
Brasil e o cabo da Boa Esperança.
Vasco de Ataíde, nau de nome e tonelagem ignorados, que afundou depois de
deixar o arquipélago de Cabo Verde.
Nicolau Coelho, nau de nome e tonelagem ignorados.
Pedro de Ataíde, nau ou caravela redonda São Pedro, de 70 tonéis.
Gaspar de Lemos, nau com reforço de mantimentos que regressou a Portugal
depois da escala no Brasil.
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Navios de armadores particulares:
Nuno Leitão da Cunha, nau Nossa Senhora da Anunciada, de cerca de 100
tonéis. Pertencia à parceria de D. Álvaro de Bragança com os
banqueiros-mercadores Bartolomeu Marchioni, Girolamo Sernigi e António
Salvago.
Luís Pires, nau de nome e tonelagem ignorados, pertencente à parceria de
D. Diogo da Silva e Meneses (1º Conde de Portalegre) com mercadores, que
afundou entre o Brasil e o cabo da Boa Esperança.
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Navios para Sofala
Bartolomeu Dias, talvez uma caravela redonda, de nome e tonelagem ignorados
e que afundou entre o Brasil e o cabo da Boa Esperança.
Diogo Dias, nau ou caravela, de nome e tonelagem ignorados.
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