elmonte situa-se a cavaleiro do vale do Zêzere, no sopé da Serra da
Estrela, em Portugal. É vila, sede de concelho, tem perto de 8 mil
habitantes espalhados em cinco freguesias e vive, hoje, da agricultura
frutífera, da pecuária ovina e de uma indústria florescente de confecção
de roupas. Esforça-se por desenvolver sua infra-estrutura turística e
deseja diversificar sua atividade monoindustrial.
A História é, entretanto, seu maior patrimônio. Os restos de um enigmático
monumento, batizado modernamente de
Torre de Centum Celas, são o testemunho
de sua época romana. Terá sido prisão? Fortaleza? Ou, como querem outros
estudiosos, a sede de uma exploração mineira dos aluviões do rio Zêzere?
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O medievo português tem ali respeitáveis registros na igreja de São Tiago e
principalmente no castelo,cujas origens remontam ao Século XII.
Nele nasceu e viveu o menino Pedro. E ali se processam obras de restauração,
que incluem um anfiteatro ao ar livre e um museu na Torre de Menagem.
Na Igreja Nova, construída em 1940, abriga-se uma imagem de Nossa Senhora
da Esperança que, de acordo com a tradição (ainda que não haja confirmação
histórica), é a mesma que acompanhou Cabral na sua viagem de 1500.
A população dedica-lhe um carinho especial, a ponto de um cidadão, por
indômita iniciativa própria, tê-la seqüestrado e escondido em sua casa
numa ocasião em que autoridades locais pretenderam emprestá-la por algum
tempo ao Brasil: impossível permitir que a santa se afaste da vila.
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E lá estão de pé também a Tulha, edifício do Século XVIII destinado a
armazenar os bens agrícolas produzidos pela família Cabral, e o Solar
dos Cabrais, construído no século XVIII para substituir o Paço do Castelo,
afetado por um incêndio no Século XVII.
Dominante na praça a estátua de Pedro Álvares Cabral.
Em tudo e em todos, uma profunda amizade, quase familiar, pelo Brasil e
suas coisas. Belmonte, aliás, por isso mesmo, geminou-se com Porto Seguro,
da Bahia, cidade com a qual mantém estreitas e vívidas relações.
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