e leva
grampo
pelo menos uma vez por semana e não é mulher, então é
revista." A frase é de Rubem Braga, inesquecível cronista brasileiro,
ao assinar o editorial de apresentação da revista Comício que ele e um
grupo de companheiros jornalistas lançavam no Rio de Janeiro, pelos finais
dos anos 50.
Tratava-se, de fato, de uma iniciativa editorial que entre outros,
tinha o aspecto revolucionário para a época de apresentar-se em tamanho
tablóide, impressa em papel de jornal e sem capa, apenas com dois grampos
centrais a aglutinar-lhes as páginas. E que, por isso, alguns puristas do
jornalismo de então insistiam em chamar de jornal. Quando, pelo caráter
reflexivo e crítico de seu conteúdo, pela peridodicidade
hebdomadária e
pela dinâmica jornalista que tinha, era, sem dúvida nenhuma, uma revista.
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Também nós, hoje, passados tantos anos e conquistadas tantas novas
tecnologias e dinâmicas de publicações, debatemo-nos muito à procura de
um formato e de uma denominação que conviesse a esta revista online que
hoje se apresenta sob o título "Cabral, o Viajante do Rei".
Trata-se da primeira iniciativa de um projeto amplo que se destina a
desvendar tanto quanto possível e divulgar por distintos meios as
componentes humanas da personalidade de Pedro Álvares Cabral, descobridor
oficial da terra brasileira e de quem se sabe muito pouco. Juntar o máximo
da informação disponível, articular pessoas e instituições no esforço de
tornar isso possível, reunir as conjeturas mais respeitáveis do ponto de
vista histórico, publicar artigos que possam conduzir a algum nível de
desvendamento do desconhecido ou do pouco conhecido. Serão essas as
principais ações desta revista, de atualização bimestral, que se
apresentará permanentemente no endereço
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www.cabral.art.br. Ao longo de sua
duração, pretende também reunir e organizar um centro de referência sobre
estudos cabralinos em todo o mundo - razão maior para que tenha escolhido
a Internet como ambiente.
Toda a matéria histórica que nela se publica tem a vigilância cuidadosa
do historiador português José Manuel Garcia, respeitável especialista em
História dos Descobrimentos Portugueses e em Cabral.
Dedicada a estudiosos de nível universitário - sem excluir porém o
interesse de qualquer pessoa - e com o intuito de reunir informação
para que, a partir de 1999, comecem a ser elaborados o documentário
televisivo, o livro e a exposição itinerante programados para o ano
2000, na celebração dos 500 anos de Brasil, esta revista não quis deixar
de lado um dos mais promissores e importantes freqüentadores da Internet:
a criança. Para ela, reservou, por isso, uma seção especial - a que
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denominamos Era uma vez... - em que as educadoras portuguesas Ana Maria
Magalhães e Isabel Alçada - já notabilizadas por vasta obra
didático-pedagógica sobre os Descobrimentos Portugueses, abordarão
sistematicamente, de forma livre e imaginosa e em linguagem própria
para o público infanto-juvenil, todos os assuntos ligados à vida de
Cabral. A fim de que a respeitável História possa ser ensinada e cultivada
com a simplicidade de um fascinante desenrolar de estórias. Crianças e
professores poderão encontrar ali um ótimo material de entretenimento e
informação, ou de trabalho.
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