
Viajando com Paulo Freire
Estive pensando, pensando...Como farei uma redação sobre Paulo Freire? Como colocarei no papel coisas tão importantes ligadas a educação?
Foram horas, dias, até que como um estalo as idéias começaram a surgir.
Pensei: tenho que ser bem realista, verdadeiro, mostrar o que realmente penso.
Tudo começou na sala de aula quando a professora falava do concurso. Não me interessei muito pelo tema, confesso, pois não o conhecia. Quanto à premiação me deixou animado, também se tratava de um desafio e desafios... estou dentro!
Iniciei então uma maratona de pesquisas, busquei em livros, jornais, internet. A cada passo que lia algo sobre Paulo Freire fui ficando curioso e, claro, voava com meus pensamentos. Na imaginação já me peguei numa sala de aula ao lado de Paulo Freire, ouvindo e vendo tudo, só ele não me via.
Paulo falava:
- Seu José vamos conhecer melhor o senhor, pode nos contar um pouco a respeito de sua vida?
- Ah! Sr. Paulo, num tenho muito, o que dize. Minha vida num tem histórias que trazem alegrias.
- Mesmo assim seu José, eu insisto, gostaria de ouvi-lo.
Seu José meio sem graça contava:
- Sô do interior de São Paulo, si de lá pra modo de que a vida tava muito difícil. Na roça já trabaei com coieita de café, com soja, com arroz... mas como la o dinheirinho era tão curto, resolvi vim pra cidade grande...
E assim. Seu José foi desabafando diversas situações já vividas por ele.
Paulo Freire vendo que se tratava de um homem muito, muito machucado pela vida o tratou com carinho mas não deixou de prosseguir com a alfabetização. Utilizava palavras ligadas à vida daqueles trabalhadores.
Paulo Freire me parecia uma boa pessoa com jeito simples, muitas vezes ouvia os alunos como se ele fosse o aluno.
Ah! Sim! Agora entendo o que ele queria dizer: “ Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprender ensina ao aprender. “
A cada dia que eu o acompanhava em minha imaginação fui me surpreendendo com suas atitudes achei incrível como Paulo convencia as pessoas de que precisavam uma das outras.
Todos os alunos foram conhecendo uns aos outros e aprendendo uns com os outros. No geral a classe toda teve um bom desempenho, pude perceber a alegria no rosto daquelas pessoas.
Outro dia recomecei a viajar na imaginação, procurei Paulo Freire no seu escritório, nas escolas, nas bibliotecas, nas ruas e ... nada, não o achei. Fiquei preocupado e curioso em saber o que havia acontecido. Resolvi pesquisar, fiz uma descoberta que me deixou triste; expulsaram o meu amigo do país, não queriam que ele falasse, ajudasse as pessoas a não serem mais enganadas e exploradas. Meu amigo só queria fazer as pessoas verem seus valores e capacidades de mudar a ter um país para melhor.
Já não podia disfarçar minha tristeza, meu amigo estava tão distante, não podia acompanhar suas idéias. Estava andando pelas ruas e sem perceber parei em frente a uma livraria, entrei, vi alguns livros, quando tive uma ótima surpresa, achei um livro de Paulo Freire. Muito feliz pude continuar viajando, matando minhas curiosidades, aprendendo.
Paulo Freire fez sua parte na educação porque acreditava num futuro melhor para as pessoas, para o país.
Agora é nosso dever continuar acreditando, lutando porque o futuro depende do que nós fazemos agora. Então quero aprender como posso fazer um amanhã melhor.