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Paulo Freire: Educação para o futuro

ESTUDANTE EJA
3º lugar:
Maria Ângela do Zeferino.
Escola Estadual Professor Emílio Pereira de Magalhães.
Itabira –MG

Paulo Freire: Educação para o futuro

Mesmo diante de todo o desenvolvimento tecnológico mundial, dos anos 60 onde a era  eletrônica viria sem dúvida abranger o mercado mundial, Paulo Freire com seu olhar perfeito, clínico, subjetivo e pedagógico, tinha ampla visão desse futuro crescimento.

Este não cruzou os braços diante de tanta ignorância, pobreza e miséria, atendendo ao seu instinto, arregaçou as mangas, foi a luta. Sem hesitar acreditou, com certeza na capacidade do ser humano, sua mente e seu raciocínio, como a  mais perfeita obra de Deus. Assim, abençoado também por ele, conseguiu sugerir soluções às vidas mais simples da América Latina, entrou no cotidiano de cada ser e mostrou soluções às questões do dia-a-dia em relação à educação, expandiu-se em áreas jamais imagináveis. Todos os alfabetizados puderam seguir adiante, se sentindo verdadeiramente patriotas e cidadãos, brigando pelos seus direitos, sem permanecerem de cabeça baixa, pois descobriram através da educação recebida que: eram iguais aos outros sem distinção de raça e condições sociais, que também fazem parte desta multidão que caminha em direção à liberdade, ou seja, a vida com os mesmos direitos.

Imediatamente após criado o MOBRAL ( Movimento Brasileiro de Alfabetização), alcançou pessoas de todas as idades, melhorando assim a mão-de-obra para o mercado de trabalho elevando o ego, a auto-estima e a convivência social destas.

Seu primeiro passo foi o MEC, para a implantação do plano Nacional da Alfabetização, depois criou a comissão Regional de Cultura Popular do Distrito Federal. Experiência que nas cidades satélites, estendeu-se até o setor de limpeza pública; foram instalados os círculos de cultura em pequenas igrejas, galpões ou escolas, com auxílio do próprio grupo interessado, funcionando à luz de lampiões e com mobiliário improvisado usando recursos da própria comunidade provando, que ele com sua teoria, havia atingindo seu alvo. Conscientizamos assim, que o povo analfabeto é realmente povo escravo, então organizar-se é pouco, diante de tão grande benefício, e assim, os mais distantes rincões da terra seu projeto alcançou.

No Conselho Mundial da Igreja, mais uma vez pôde provar sua tese, quando fala da África, como país de terceiro mundo, tanto no domínio sócio-econômico, como sócio-cultural.
Tendo contato com diferentes classes sociais Paulo Freire conheceu de perto a realidade de cada país como: Índia, Estados Unidos, Tailândia, Portugal, França, Grécia, Noruega, Inglaterra, Senegal e África do Sul. Deixou por lá sua contribuição como educador, e aprimorando sua sabedoria, também trouxe para nós uma grande bagagem de conhecimentos.

Acredito que como ser humano, experimentou as diferentes emoções e situações vividas, quando ficou preso por alguns dias e logo após, exilado no Chile, tanto assim escreveu sua obra principal: Pedagogia do Oprimido.

Assim podemos avaliar através de livros de Paulo Freire bem como todos os seus trabalhos registrados ao longo dos anos, a sua capacidade de abranger uma área tão complexa que é a educação, e percebemos que não podemos em hipótese alguma deletar esta metodologia. São páginas da história que mostram a sensibilidade, simplicidade e coragem de Paulo Freire que contribuiu intensamente para a educação.

Como aluna e participante da sociedade do nosso país ouso-me sugerir que os trabalhos de Paulo Freire não se percam ao longo dos anos. Seria interessante a inclusão destes na Constituição Estadual ou Federal dentro da proposta curricular (Educação básica) nos conteúdos de História ou Literatura as idéias do educador, assim estará garantida a continuidade modelo de alfabetização na comunidade, na cidade, no país e no mundo. Um processo lento transformador para os anos vindouros.
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