Tempo de formação (1872-1899)

Casa onde nasceu Oswaldo Cruz, em São Luís do Paraitinga Prédio da Santa Casa de Misericórdia, onde funcionava a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro Dr. Bento Gonçalves Cruz Emília da Fonseca com os filhos Ercília, Walter e Elisa (sentados), Bento e Oswaldo (em pé) Oswaldo Cruz com sua turma do Instituto Pasteur, em 1898

1872 5 de agosto — Nasce, em São Luís do Paraitinga (SP), Oswaldo Gonçalves Cruz, filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Taborda Bulhões Cruz.
1877 A família se muda para o Rio de Janeiro, terra dos pais de Oswaldo.
1887 Ingressa na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
1892 Forma-se médico. Morre o dr. Bento.
1893 Casa-se com Emília da Fonseca, com quem terá seis filhos: Elisa, Bento, Hercília, Oswaldo, Zahra (que viverá apenas um ano) e Walter.
1897 Muda-se com a família para Paris, em busca de especialização em microbiologia e soroterapia no Instituto Pasteur.


As grandes batalhas (1899-1907)

Barão de Pedro Affonso Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves Barricadas no bairro da Gamboa, no Rio de Janeiro, durante a Revolta da Vacina, novembro de 1904 Conjunto arquitetônico de Manguinhos, em foto de 1907 Oswaldo Cruz por volta de 1900

1899 Retorna ao Brasil. Trabalha no consultório e na Fábrica de Tecidos Corcovado, onde ocupa o cargo que era de seu pai. Abre o primeiro laboratório de análises clínicas do Rio de Janeiro.
Integra a equipe que vai combater a peste bubônica em Santos (SP). Inicia relações científicas e pessoais com Adolfo Lutz e Vital Brazil.
1900 É chamado para a direção técnica do recém-criado Instituto Soroterápico Federal, dirigido pelo barão de Pedro Affonso, na Fazenda de Manguinhos (RJ).
1902 Assume a direção geral do Instituto Soroterápico Federal.
1903 Nomeado diretor geral de Saúde Pública pelo presidente Rodrigues Alves, tem a difícil missão de sanear a capital dos três males que assolam a população: febre amarela, peste bubônica e varíola.
1904 Por sua iniciativa, é aprovada a lei que torna obrigatória a vacinação contra a varíola. A medida provoca, no Rio, a Revolta da Vacina. A obrigatoriedade é revogada.
1905 Tem início a construção, na Fazenda de Manguinhos, do Pavilhão Mourisco, ou Castelo de Manguinhos, que estará concluído em 1918. Centro de imponente conjunto arquitetônico, será a sede de um trabalho de pesquisa em saúde pública internacionalmente conhecido e respeitado.

Setembro — Parte em expedições sanitárias pelos portos brasileiros de Norte a Sul, inspecionando, em duas viagens, 30 portos em 110 dias.



Louros e glórias (1907-1913)

Medalha de ouro recebida por Oswaldo Cruz no 14o Congresso de Higiene e Demografia de Berlim, 1908 Oswaldo Cruz é recebido como herói nacional no Rio de Janeiro, ao voltar de Berlim, em 1908 Oswaldo Cruz entre Carl Lovelace, médico-chefe da Madeira-Mamoré Railway Company, e o sanitarista Belisário Pena Oswaldo Cruz e cientistas no antigo refeitório de Manguinhos Oswaldo Cruz em charge publicada na revista francesa Chanteclair. Paris, outubro de 1911.

1907 A febre amarela é erradicada no Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz recebe a medalha de ouro no 14o Congresso de Higiene e Demografia de Berlim. Em missão diplomática, assegura ao presidente americano Theodore Roosevelt as boas condições sanitárias da capital federal. Sente os primeiros sintomas de sua doença renal.
1908 Volta ao Brasil. É recebido como herói nacional.
1909 Exonera-se do cargo de diretor geral de Saúde Pública. Dedica-se apenas à direção do Instituto de Manguinhos, o antigo Instituto Soroterápico Federal, que em 1907 passou a chamar-se Instituto de Patologia Experimental e, em 1908, teve seu nome definitivamente mudado para Instituto Oswaldo Cruz.
1910 Lidera expedições a Belém e à região onde se constrói a ferrovia Madeira-Mamoré.
1911 O Instituto Oswaldo Cruz recebe diploma de honra na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha.


Os anos finais (1913-1917)

Posse de Oswaldo Cruz na Academia Brasileira de Letras, em 26 de junho de 1913 Última foto de Oswaldo Cruz, feita no jardim de sua casa, em Petrópolis Salles Guerra discursa durante o enterro de Oswaldo Cruz, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro Oswaldo Cruz em óleo do pintor fluminense Batista da Costa Busto de Oswaldo Cruz em frente ao Pavilhão Mourisco

1913 Toma posse na Academia Brasileira de Letras.
1914 Viaja a Paris com a família. Vive o clima do início da Primeira Guerra Mundial.
1915 Retorna ao Brasil. Sua doença se agrava. A pedido do presidente Nilo Peçanha, trabalha num estudo de combate à formiga saúva, causadora de grandes prejuízos agrícolas.
1916 Por motivo de saúde, encerra suas atividades no Instituto Oswaldo Cruz e vai viver em Petrópolis (RJ). É nomeado prefeito da cidade.
1917 11 de fevereiro — Morre em sua residência, em Petrópolis, cercado pela família e pelos amigos. Enterrado no cemitério carioca de São João Batista, tem funerais consagradores. Sua memória se perpetuará em livros, cédulas, moedas, selos postais e medalhas, além de ruas, praças e avenidas em todo o Brasil — e até em sua amada Paris.