Os anos finais (1913-1917)

Prefeito de Petrópolis

Última foto de Oswaldo Cruz, feita no jardim de sua casa, em Petrópolis
A mulher e os filhos, que haviam retornado da Europa, estavam apreensivos com o estado de saúde de Oswaldo Cruz. Os amigos também. Começaram todos a pensar numa forma de afastá-lo de Manguinhos, sem que isso lhe trouxesse a impressão penosa de ter se tornado, ainda tão jovem, incapacitado para o trabalho.

Foi Bento, o filho mais velho, quem teve a boa idéia: pedir ao governador Nilo Peçanha que nomeasse Oswaldo Cruz para a recém-criada prefeitura de Petrópolis. Em 1916, o sanitarista afastou-se definitivamente de Manguinhos, e em 17 de agosto do mesmo ano tornou-se o primeiro prefeito que a cidade teve.

Bento não imaginou, porém, o afinco com que Oswaldo Cruz se dedicaria às novas tarefas. Tão logo tomou posse, preparou um plano de governo que evidentemente incluía, entre outras metas, a construção de rede de esgotos e a organização dos serviços sanitários da cidade. Os carros de tração animal da prefeitura seriam substituídos por automóveis; uma linha circular de bondes elétricos ligaria os bairros de Petrópolis, e outra alcançaria o Rio de Janeiro; as margens dos rios ganhariam o azul das hortênsias; o ensino primário seria organizado; a educação física se tornaria obrigatória e parques seriam construídos para a prática de ginástica; por fim, seriam criados, no Palácio do Império, o Museu Imperial e Jardim Botânico.