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Nome: Fidias Augusto Cavalcanti Marques Peixoto Freire
Escola: Colégio Fênix
Cidade: Nísia Floresta - RN
Categoria : Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Classificação : 3º lugar

Nísia Floresta Ajudou as Mulheres

Nem todas as pessoas conhecem uma mulher muito importante que eu conheço. O nome dela é Nísia Floresta Brasileira Augusta. Ela nasceu no dia 12 de Outubro de 1810, no sítio Floresta, em Papari. Em 1948 existia um deputado chamado Arnaldo Barbalho Simonetti. Ele gostava muito de Nísia e fez um projeto para mudar esse nome Papari para ficar Nísia Floresta. Eu moro em Nísia Floresta, mas estudo numa cidade vizinha, chamada Parnamirim.

Nísia Floresta se casou só com treze anos, mas naquele tempo isso podia. O marido dela era chato e queria que ela só ficasse em casa cuidando dele. Ele nem gostava muito porque ela lia muitos livros e ele nem conseguia ler. Ela acabou não gostando mais dele e separou.

O nome verdadeiro dela é: Dionísia Gonçalves Pinto Lisboa. O outro é um apelido bem legal que ela escolheu. Sabe o que significa? Nísia é o nome dela no diminutivo; é também para homenagear o pai dela que se chamava Dionísio Gonçalves Pinto Lisboa. Ele era advogado e escultor. Foi ele quem fez uma escultura de um indiozinho que tem na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó; Floresta: era para ela ficar se lembrando do sítio onde nasceu; Brasileira: é porque ela era feliz por ser brasileira; Augusta é porque ela queria ficar se lembrando do segundo marido que era Manoel Augusto de Faria Rocha. Eles tiveram dois filhos. Primeiro veio uma menina que era Lívia Augusta de farias Rocha. Ela nasceu em Recife. Depois veio um menino: Augusto Américo de Faria Rocha. Ele nasceu em Porto Alegre.

Manuel Augusto gostava muito de Nísia Floresta. Ele era um advogado muito sabido. Sabe em que lugar eles se conheceram? Em Goiana, no estado do Pernambuco. Nísia Floresta foi para lá com o pai e a mãe quando era menina. E foi também Maria Isabel, Joaquim e Clara. Eles eram irmãos de Nísia. Quando a mãe de Nísia se casou com o senhor Dionísio ela era viúva e tinha essa filha que se chamava Isabel. Eles foram para lá porque o pai dela precisava fugir. Tinha umas pessoas que não gostavam dos portugueses e elas pensavam que o pai de Nísia Floresta era mal só porque ele era português, mas ele era bom.

Antigamente as mulheres quase não estudavam porque os homens diziam que elas não sabiam de nada. Sabe o que alguns homens falavam? Eles falavam assim: - “O lugar das mulheres é na cozinha!”. Nísia Floresta era revoltada com essa maneira que faziam com as mulheres.

Se as mulheres não fossem bastante inteligentes Nísia Floresta não ia saber falar francês, italiano, inglês e latim. Ela sabia tanta coisa que não dá nem para escrever tudo. Ela nem estudou porque em Papari não existia escola. Quem ensinava tudo para ela era o pai dela. Ele era muito inteligente. Talvez ela puxou pra ele.

O senhor Dionísio foi assassinado em 1828. Foi um capitão muito mal que mandou fazer isso porque o pai de Nísia Floresta defendeu um homem bom e ganhou. O bandido ficou com ódio porque perdeu e mandou assassinar o coitado.

Nísia Floresta só vivia lendo. Ela tinha só dezoito anos quando foi ser professora de francês e italiano. Um dia ela pensou em escrever um livro porque achava um absurdo o jeito que as mulheres viviam. O nome do livro era esse: Direito das Mulheres e Injustiças dos Homens. Esse livro foi publicado em 1832. Esse livro falava que as mulheres tinham o mesmo jeito de inteligência dos homens e que elas podiam até governar o Brasil. Deu a maior confusão quando leram o livro.

Um dia o marido dela foi trabalhar o Rio Grande do Sul e levou toda a família. Lá em Porto Alegre ela fez uma escola para meninas na casa onde ela morava. Todo mundo gostava dela por lá. Depois aconteceu uma coisa horrível. Sabe o que foi? O marido dela morreu. Nísia ficou chorando muito tempo. Ela fez de novo o seu primeiro livro e lá todo mundo gostou. Só um pouco de gente achou esquisito o que ela falava. Um dia começou uma guerra feia e ela foi para o Rio de Janeiro.

Quando ela chegou no rio de Janeiro foi fazer o que mais gostava que era ensinar coisas boas e diferentes para as meninas. Ela não queria que as meninas aprendessem só coisas para fazer em casa. Naquele tempo era assim. Ela ensinava para as meninas todas as coisas inteligentes que só ensinavam para os meninos. E não queria nem saber. Deu uma confusão. Xingaram ela nos jornais. Ela nem ligou porque tinha um pouco de pessoas que achavam bem legal a coragem dela e o que ela sabia. Os diretores das outras escolas falavam mal dela porque ela nunca tinha estudado. Só que ela sabia até mais que eles que tinham estudado.

Nísia Floresta fazia até reunião com muitas pessoas falando que a escravidão era coisa errada. Ela defendia os índios e queria que o Brasil fosse uma república igual é hoje. Naquela época era um imperador que mandava.

Em 1842 ela escreveu um livro chamado Conselhos a Minha Filha. Ela explicava tudo direitinho para uma moça viver bem e com felicidade. Depois escreveu Fanny ou o Modelo das Donzelas, Darcys ou a Jovem Completa, Discurso que às suas alunas dirigiu Nísia Floresta, e A Lágrima de um Caeté. Esse livro deu uma confusão porque dizia que os homens estavam destruindo os índios, e também falava bem de alguns homens que lutavam contra as maldades que as autoridades faziam contra os brasileiros.

Um dia, em 1849, quando ela fez esse livro, a filha dela sofreu um acidente com um cavalo. A Lívia foi visitar o tio dela e quando voltou, pediu a benção e foi saindo e caiu. O médico disse que era bom cuidar dela na França porque lá tinha médicos que sabiam de mais coisas. Então Nísia Floresta foi para lá. Ela voltou depois para o Brasil, escreveu outros livros e resolveu morar lá na França de novo.

Sabe o que aconteceu com ela? Conheceu muita gente inteligente, estudou bastante e escreveu vários livros. Todo mundo admirava ela. Ninguém falava mal do que ela escrevia. Os outros livros foram esses: Dedicação de uma amiga, páginas de uma vida obscura, itinerário de uma viagem a Alemanha, Cintilações de uma alma brasileira, Três anos na Itália seguidos de uma Viagem a Grécia, A Mulher, Parsis, Brasil, Fragmentos de uma viagem inédita – notas biográficas. Tudo o que escreveu dá quinze livros.

Ela também falava que a mulher devia dar leite do peito para os filhos e nunca esqueceu do Brasil, pois gostava daqui.

A França foi o país que ela mais morou, mas também morou na Itália e passeou bastante na Alemanha, Inglaterra e Portugal. Até na Inglaterra ela publicou um livro.

Mas ela foi ficando velha e doente. Ela se mudou para uma cidade que se chamava Rouen. Um dia ela teve pneumonia. Foi no dia 24 de abril de 1885. Aí ela morreu. A filha dela foi quem cuidou do enterro.

No ano de 1954 trouxeram o corpo dela para o Brasil, fizeram uma grande festa. Teve missa e até um avião jogou a foto dela em cima do povo na hora da missa. Depois enterraram ela no lugar que existia a casa dela.

Essa é a história mais linda que eu já vi, e que conheço desde pequenininho porque o meu pai conta para mim quando eu vou dormir. O meu nome é XXX Augusto. Esse nome: Augusto é uma homenagem para Nísia Floresta que o meu pai fez.

Eu acho muito bom ter um pedacinho do nome de uma mulher tão importante para o Brasil. Viva Nísia Floresta Brasileira Augusta.