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Por uma educação igualitária

O primeiro livro de Nísia Floresta foi “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, publicado em 1832, quando ela tinha apenas 22 anos.

Segundo trazia estampado em sua capa, tratava-se de uma tradução livre de “Vindications of the Rights of Woman”, da escritora inglesa Mary Wollstonecraft.

E foi assim que ele ficou conhecido em seu tempo, como uma tradução.

Mas, na verdade, o que Nísia Floresta fez foi adaptar os conceitos de Mary Wollstonecraft à realidade brasileira, muito diferente ainda, em termos de costume, do que era a Inglaterra e outros países mais avançados.

Tal prática era comum no século XIX: o conteúdo de algumas obras estrangeiras, ao ser traduzido, era adaptado ao contexto local, para que se tornasse realmente útil aos leitores brasileiros.

No entanto, no caso de “Vindications of the Rights of Woman”, Nísia Floresta foi além, fazendo um pouco mais que isso.

Ela inseriu suas próprias idéias na tradução, acrescentando também conceitos de outros autores e autoras, escrevendo praticamente um novo livro.

Afinal, enquanto na maior parte da Europa estava se pedindo igualdade de direitos políticos para as mulheres, no Brasil ainda se reivindicava uma educação pública acessível a elas.



A Revolução Francesa, ocorrida
em 1789 e retratada por Eugène
Delacroix: após a Queda da Bastilha,
foi aprovada a Declaração Universal
dos Direitos do Homem, que, apesar
de utilizar a palavra “homem” como
referência a todos os seres humanos,
não destinava às mulheres uma cidadania
plena, como o direito ao voto e à
manifestação pública de suas idéias;
Olympe de Gouges  publica então
 “Declaração dos Direitos da  Mulher e da
Cidadã”, em 1791, sendo, por causa disso,
presa e condenada à guilhotina.
 

Uma das correntes de pensamento na qual Nísia Floresta se inspirou para defender seus pontos de vista em “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens” foi o Utilitarismo.

O Utilitarismo é uma doutrina ética que ganhou forma principalmente por meio dos escritos dos filósofos ingleses Jeremy Bentham e John Stuart Mill, nos séculosXVIII e XIX.

Segundo seus preceitos, as ações boas se diferenciam das ações más de acordo não somente com os benefícios que trazem ao indivíduo que as pratica, mas também em relação ao que cada atitude causa à coletividade, ou seja, ao que proporciona às pessoas que estão ao redor.

E, baseada nesse argumento, Nísia Floresta defende que a valorização da mulher é uma necessidade inerente à própria sociedade e não apenas a elas singularmente.

 

Mary Wollstonecraft, que em 1792 publicou “Vindications of the Rights of Woman”: o livro da inglesa, assim como o de Olympe de Gouges, foi escrito pouco depois da Revolução Francesa, em oposição aos ideais nem tão igualitários da Declaração dos Direitos do Homem.

Mas a luta desempenhada pela escritora em favor da instrução do sexo feminino não iria se restringir somente à sua primeira publicação.



Simone de Beauvoir: no século XX,
a escritora francesa foi uma das
principais vozes do feminismo, tendo
como principal obra “O Segundo Sexo”,
livro no qual analisa as raízes culturais
da desigualdade entre homens e
mulheres na sociedade.

 

Depois de “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, ela ainda escreveria outros 14 livros, nem todos focados na educação feminina, mas sempre permeando esse tema, que foi, durante toda a vida, sua maior bandeira.

 
A americana Betty Friedan, autora de “A Mística Feminina”, publicado em 1963: ela era uma dona-de-casa que decidiu ir à luta pela inserção das mulheres no mercado de trabalho, dando início, a partir de sua obra, ao pensamento feminista contemporâneo.