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DOS BASTIDORES DA SOCIEDADE PARA AS PÁGINAS DE NÍSIA
POR UMA EDUCAÇÃO IGUALITÁRIA
O SOFRIMENTO DO ÍNDIO E A OPRESSÃO DO IMPÉRIO
CONTRA A ESCRAVIDÃO
UM NACIONALISMO DO TAMANHO DO BRASIL
NÍSIA VIAJA PELA EUROPA E ATRAVÉS DOS SENTIMENTOS


No Jornal do Comércio, o anúncio dos novos tempos

Além de escrever incansavelmente sobre a necessidade de ser oferecida às mulheres uma educação do mesmo nível da que era reservada aos homens, Nísia Floresta ainda empreendeu uma iniciativa notável quando se mudou de Porto Alegre para o Rio de Janeiro: a fundação de um colégio para meninas.

O Colégio Augusto foi um dos primeiros na capital do Império a ter em seu comando alguém de nacionalidade brasileira.

Antes, somente estrangeiros possuíam instituições de ensino na cidade e, ao colocar um anúncio na edição de 31 de janeiro de 1838 do “Jornal do Comércio”, comunicando a inauguração daquele que viria a se tornar um dos mais bem conceituados colégios da Corte, ela rompia seu primeiro paradigma na área da educação.

Foram muitas as revoluções causadas pela empreitada de Nísia Floresta.


 

Em 1847, Nísia Floresta encerra o ano
letivo no Colégio Augusto com um
discurso às suas alunas, que seria logo
em seguida publicado no livro “Discurso
que às suas Educandas Dirigiu Nísia
Floresta Brasileira Augusta”.


No Colégio Augusto, as meninas recebiam aulas de francês, de italiano e de inglês, estudando não somente o idioma, mas também sua respectiva literatura, bem como a história e a geografia dos países onde cada língua era falada.

Nísia Floresta defendia a prática de exercícios físicos para suas alunas e era contra o uso do espartilho, que, segundo ela, deformava o corpo das moças.

Tais novidades não foram bem vistas por setores conservadores da sociedade carioca e a pedagogia da escritora enfrentou duras críticas na imprensa, algumas delas com ataques à sua própria honra.

 

 

O poema “Um Improviso”, de Nísia Floresta, publicado no jornal “O Brasil Ilustrado”, do Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1855.



Um dos críticos chegou a comentar o fato de Nísia Floresta utilizar pseudônimos diferentes em cada uma de suas obras.

Uma das hipóteses levantadas apontava para o desejo da escritora de esconder seu verdadeiro nome, pois havia deixado no Nordeste um casamento desfeito e um ex-marido que a acusava de abandono de lar e adultério.

Ou talvez se tratasse de uma estratégia de Nísia Floresta para fazer com que todos pensassem que mais mulheres estavam empenhadas na causa feminina, além dela.

Mas o Colégio Augusto seguia conquistando prestígio e, em 1847, era publicada em livro a fala de sua diretora, quando da ocasião do encerramento do ano letivo, sob o título de “Discurso que às suas Educandas Dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta”.