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Nísia viaja pela Europa e através dos sentimentos

Nos 28 anos em que viveu na Europa, Nísia Floresta residiu em vários países.

Os principais foram a França e a Itália, mas ela passou ainda períodos em Portugal e na Inglaterra e visitou a Alemanha, a Bélgica e a Grécia, tendo voltado ao Brasil por duas vezes.

Dessas viagens, originaram-se algumas de suas mais belas obras: “Itinerário de uma Viagem à Alemanha” e “Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia”.




O castelo de Heidelberg, descrito
por Nísia Floresta em “Itinerário
de uma Viagem à Alemanha”.


Era comum, no século XIX, grandes escritores empreenderem passeios pelo interior do Velho Continente, durante meses, e depois publicarem relatos sobre essas experiências.

E um dos destinos mais procurados era justamente a Alemanha, pólo de efervescência intelectual e berço do Romantismo, o “país da sensibilidade e da filosofia”, assim descrito por Nísia Floresta.

Victor Hugo, que também esteve em solo alemão, é citado por ela quando de sua passagem pelos mesmos pontos visitados pelo poeta e dramaturgo francês, do qual era amiga e grande admiradora.

Mas, em sua narrativa, Nísia Floresta não se prende à mera descrição das ruínas ou dos monumentos históricos com os quais se depara.

Ela vai além e deixa a própria emoção se sobrepor, revelando seus mais íntimos sentimentos a cada trecho da viagem, seja em relação ao que está vendo, seja por acontecimentos de sua vida pessoal, tanto do passado quanto de seu momento presente.

  Florença, nos dias de hoje: a cidade italiana foi uma das que Nísia Floresta visitou em sua viagem pelo país europeu.

O mesmo pode ser verificado em “Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia”.
Nessa obra, entretanto, há um aspecto a mais: a observação crítica do momento político atravessado pela Itália na ocasião de sua passagem por várias localidades do país.

Estava no auge o movimento de unificação italiana, tendo como um de seus líderes Giuseppe Garibaldi, que havia também participado da Guerra dos Farrapos, no sul do Brasil, e que era amigo da escritora.


 

Giuseppe Garibaldi, um dos líderes
da Guerra dos Farrapos e da
Unificação Italiana: Nísia Floresta
tornou-se amiga do revolucionário
durante o período em que viveu
em Porto Alegre.

Nísia Floresta conheceu Anita e Giuseppe Garibaldi quando ainda morava na capital gaúcha e, na Itália, faz uma visita ao revolucionário.

 


O escritor Machado de Assis, que em sua coluna de 10 de julho de 1864, no jornal “Diário do Rio de Janeiro”, comentou o lançamento no Brasil do livro “Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia”: ele ainda não havia lido a obra, mas afirmou que torcia para que não se tratasse de mais um relato romantizado da Itália, o que já ocorrera diversas vezes em trabalhos de outros autores; de fato, Nísia Floresta não idealiza o país europeu, sendo bastante crítica em sua análise da realidade pela qual passavam os italianos quando do momento de sua visita.