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POR UMA EDUCAÇÃO IGUALITÁRIA
NO JORNAL DO COMÉRCIO, O ANÚNCIO DOS NOVOS TEMPOS
O SOFRIMENTO DO ÍNDIO E A OPRESSÃO DO IMPÉRIO
CONTRA A ESCRAVIDÃO
UM NACIONALISMO DO TAMANHO DO BRASIL
NÍSIA VIAJA PELA EUROPA E ATRAVÉS DOS SENTIMENTOS


Dos bastidores da sociedade para as páginas de Nísia

Nas primeiras décadas do século XIX, período no qual Nísia Floresta nasceu, cresceu e escreveu seus primeiros livros, as mulheres no Brasil viviam praticamente enclausuradas.
Não era permitido a elas, por exemplo, estar presente na sala quando havia visitas, ou seja, ficavam somente nos bastidores da sociedade.

Todas as funções públicas eram reservadas aos homens, e ao sexo feminino relegavam-se somente as atividades domésticas.

Tal costume acabava se refletindo, principalmente, na maneira como as mulheres eram educadas: o que se ensinava às meninas estava sempre muito abaixo do conteúdo apresentado aos meninos na escola.

Enquanto eles eram preparados para seguir uma carreira, com disciplinas que incluíam todo o conhecimento científico e humano da época, a instrução feminina resumia-se a alguma noção de português e de francês, às quatro operações matemáticas básicas e, com bastante ênfase, ao bordado.





No Brasil dos tempos de
Nísia, e até muito tempo
depois, o que era ensinado
para as mulheres – até mesmo
para viscondessas e baronesas
– restringia-se a alguma noção
de português e francês, às
quatro operações básicas e,
 principalmente, a prendas domésticas.
 

Esse quadro foi o que despertou a voz contestatória de Nísia Floresta.

Filha de um advogado português, homem culto e de idéias liberais, ela teve o privilégio de receber uma educação diferente da que era oferecida à maioria das mulheres de seu tempo.
Baseada em seu próprio exemplo, Nísia Floresta afirmava que as mulheres tinham tanto direito quanto os homens a uma educação plena.

E, mais que isso, era preciso que o sexo feminino fosse instruído para, assim, poder exercer sua sensibilidade na construção de uma sociedade mais justa, sem guerras e sem as acentuadas desigualdades de classe.

Essa influência, segundo ela, dar-se-ia por meio de uma educação igualitária, possibilitando que mães cultas gerassem humanidade melhor.

Tais conceitos podem soar um tanto ingênuos nos dias de hoje, após os diversos avanços conquistados pelas mulheres na maioria dos países.

Mas não nas primeiras décadas do século XIX, quando nem sequer se falava em cidadania para as mulheres e o Brasil ainda era uma sociedade patriarcal.

Nísia Floresta ousou se colocar contra o domínio masculino vigente, defendendo uma educação não diferenciada entre homens e mulheres, tornando-se, assim, a precursora dos ideais feministas no País e a primeira mulher na história da América Latina a publicar um livro sobre o assunto.