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Nísia Floresta não conheceu limites. Foi capaz de desafiar o conservadorismo de sua época. Rompeu paradigmas. Teve competência para se firmar entre a elite intelectual européia.
E sem linhas divisórias era também seu pensamento.
Nos versos de um poema sobre o sofrimento do índio, identificava-se o seu apoio às causas revolucionárias. De um relato de viagem, surgia a indignação com o regime escravocrata. E, permeando a defesa por uma educação digna às mulheres, revelava-se o seu profundo amor pelo Brasil.
Mas, se existe uma maneira de classificação, é justamente por aí que ela se pauta.
Entre livros e artigos, Nísia Floresta passeou pelo mundo das ideologias. Plural, sua obra transita por temáticas feministas, abolicionistas, indianistas e nacionalistas. E as letras que juntou intrigam, até hoje, os mais conceituados estudiosos.
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