You need to upgrade your Flash Player This is replaced by the Flash content. Place your alternate content here and users without the Flash plugin or with Javascript turned off will see this. Content here allows you to leave out noscript tags. Include a link to bypass the detection if you wish.
 
HOME
BIOGRAFIA
PENSAMENTO
NÍSIA HOJE
CRONOLOGIA
FRASES
GLOSSÁRIO
PROJETO MEMÓRIA
CONTATO
LINKS
CRÉDITOS
 
 
   

Nísia Floresta escreveu 15 livros, tendo sua obra conquistado grande prestígio. E não somente no Brasil, mas também em diversos países da Europa.

“Conselhos à Minha Filha”, recomendado para uso nas escolas da Itália, demonstra o quanto ela foi admirada. Mas as narrativas de “Daciz ou o Modelo das Donzelas” e “Parsis”, porém, continuam totalmente desconhecidas, pois, destes livros, nunca foi encontrado nenhum exemplar.

Seu título mais divulgado, “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, não foi o que teve maior número de edições. Mas é o que melhor reflete seu pensamento, publicado quando a autora tinha apenas 22 anos.

Artigos, poemas, romances, novelas didático-moralistas. A obra de Nísia Floresta é composta por diferentes categorias literárias, que incluem, ainda, narrativas de viagem e a publicação de um discurso seu.

Em cada parágrafo, seu estilo elogiável revela uma profunda erudição. E, mais que seu conteúdo, a inovação na forma fez com que ela fosse reconhecida como uma das grandes escritoras brasileiras do século XIX.

Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens

1ª edição: Recife – Typographia Fidedigma, 1832.
2ª edição: Porto Alegre – Typographia de V. F. de Andrade, 1833.
3ª edição: Rio de Janeiro – [ ], 1839.

É o primeiro livro de Nísia Floresta. Nele, a autora contesta a situação em que as mulheres viviam em seu tempo, praticamente enclausuradas e recebendo um nível de educação muito inferior ao dos homens. É com esta obra também que ela passa a adotar o pseudônimo de “Nísia Floresta Brasileira Augusta”, revelando assim diferentes aspectos de sua personalidade: “Nísia” é o diminutivo de Dionísia; “Floresta”, uma referência ao sítio onde nasceu; “Brasileira”, a afirmação de sua profunda nacionalidade; e “Augusta”, uma homenagem ao segundo companheiro e pai de seus filhos, morto quando tinha apenas 25 anos.

Trecho de “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, defendendo a emancipação feminina:
“Os homens não podendo negar que nós somos criaturas racionais, querem provar-nos a sua opinião absurda, e os tratamentos injustos que recebemos, por uma condescendência cega às suas vontades; eu espero, entretanto, que as mulheres de bom senso se empenharão em fazer conhecer que elas merecem um melhor tratamento e não se submeterão servilmente a um orgulho tão mal fundado”.

Conselhos à Minha Filha

1ª edição Rio de Janeiro – Typographia de J. S. Cabral, 1842.
2ª edição (com 40 pensamentos em versos): Rio de Janeiro – Typographia de F. de Paula Brito, 1845.

O segundo livro de Nísia Floresta foi escrito como presente de aniversário para sua filha, Lívia Augusta, quando esta iria completar 12 anos. É seu trabalho mais traduzido e editado, em que ela assina como “F. Augusta Brasileira”. Aliás, assinar livros com variações de seu pseudônimo viria a se tornar uma prática constante em sua obra.

Trecho de “Conselhos à Minha Filha”:
“Minha querida filha, há no mundo duas sortes de admiradores de nosso sexo, uma assaz comum, outra extremamente rara. A primeira é daqueles homens que, olhando-nos com desprezo, não vêem em nós, assim como nessas lindas flores que se colhem para servir-nos de um ornato passageiro, mais do que um objeto digno somente de lisonjear seus sentidos. A seus olhos, uma mulher amável é sempre aquela que reúne mais graças exteriores e, ousados pela fraqueza com que os prejuízos de nossa educação nos apresentam aos olhos do mundo, eles têm estudado e põem em prática uma linguagem toda engenhosa para atrair nossa atenção e triunfar dessa fraqueza a despeito de nossa virtude mesma.”

Fany ou o Modelo das Donzelas

Rio de Janeiro – Edição do Colégio Augusto, 1847.

Trata-se de uma novela didático-moralista escrita por Nísia Floresta para suas alunas do Colégio Augusto. Nunca foi achado nenhum exemplar, porém, o manuscrito original, que se encontrava na biblioteca da família de Antônio Borges de Medeiros, foi doado ao historiador Fernando Osório Filho, em 1935, que incluiu o texto em seu livro “Mulheres Farroupilhas”. Fany representa a jovem perfeita, cujas virtudes todas as donzelas deveriam imitar. A história se passa durante a Guerra dos Farrapos, presenciada pela escritora durante o período em que viveu na capital gaúcha.

Trecho de “Fany ou o Modelo das Donzelas”, em que Nísia Floresta faz uma descrição de Porto Alegre:
“A capital de S. Pedro do Sul está situada em uma risonha e agradável colina à margem oriental do Rio Jacuí. O habitante de Porto Alegre goza do ponto de vista o mais encantador e que pode despertar no homem a idéia sublime do Criador. De um lado vêem-se as águas dormentes do vasto rio lambendo as fraldas da colina, e trazendo ao porto embarcações carregadas de diversas mercadorias de outras províncias do Império e de diferentes nações do mundo; de outro avistam-se férteis campinas, semeadas aqui e ali de uma multidão prodigiosa de flores, cujas diferentes cores, formando o mais agradável contraste, trazem à imaginação o quadro que se nos traça desse Éden feliz, onde a soberana Bondade de Deus colocou o primeiro homem; quadro que é completado pela simplicidade e lhaneza dos excelentes habitantes desses campos, que hora descrevo. Chácaras, onde abundam saborosos frutos da Europa, se oferecem aos olhos do contemplador, que se extasia à vista da simetria com que ali brotam as roseiras e os cravos de todas as qualidades sem exigirem difícil cultura. As frentes da maior parte dessas chácaras, coroadas de rosas e como que situadas por entre o azul do céu e o verde das montanhas, apresentam no delicioso Outubro um panorama digno do pincel de Rafael!”.

Daciz ou a Jovem Completa

Rio de Janeiro – Typographia de F. de Paula Brito, 1847.

Assim como “Fany ou o Modelo das Donzelas”, esta obra é uma novela didático-moralista, cuja narrativa integral é desconhecida, pois também nunca se achou nenhum exemplar. São conhecidas apenas as referências à obra, encontradas em antigos dicionários bibliográficos.

Discurso que às suas Educandas Dirigiu Nísia Floresta Brasileira Augusta

Rio de Janeiro – Typographia Imparcial de F. de Paula Brito, 1847.

Em 18 de dezembro de 1847, Nísia Floresta encerrava o ano letivo do Colégio Augusto, com um pronunciamento a suas alunas. O discurso, repleto de conselhos às meninas, foi publicado logo em seguida em um pequeno opúsculo.

A Lágrima de um Caeté

1ª edição: Rio de Janeiro – Typographia de L. A. F. Menezes, 1849.
2ª edição: Rio de Janeiro – Typographia de L. A. F. Menezes, 1849.

Poema de 712 versos escrito logo após a derrocada dos insurgentes da Revolta Praieira, ocorrida em Pernambuco. Nísia Floresta traça uma espécie de paralelo entre a opressão do Império aos nacionalistas e o sofrimento vivido pelo índio após a colonização portuguesa. Sua principal característica é o rompimento com a estética romântica, que retratava o índio sempre como guerreiro, porém aliado de Portugal. O caeté da escritora é inconformado com sua situação de subjugado e não demonstra traços de passividade, como o que era idealizado pelos demais escritores do Romantismo.

Trecho de “A Lágrima de um Caeté:
“Lá, quando no Ocidente o sol havia / Seus raios mergulhado, e a noite triste / Denso-ebânico véu já começava / Vagarosa a estender por sobre a terra; / Pelas margens do fresco Beberibe, / Em seus mais melancólicos lugares, / Azados para a dor de quem se apraz / Sobre a dor meditar que a Pátria enluta! / Vagava solitário um vulto de homem, / De quando em quando ao céu levando os olhos, / Sobre a terra depois triste os volvendo...”.

Dedicação de uma Amiga

Niterói – Typographia Fluminense de Lopes & Cia, 1850.

Obra em dois volumes publicada no Brasil quando Nísia Floresta já havia se mudado para a Europa. Trata-se de um romance histórico, em que ela assina como “B. A.” (Brasileira Augusta). De acordo com historiadores, este é o primeiro romance publicado por alguém nascido no Rio Grande do Norte.

Opúsculo Humanitário

Rio de Janeiro – Typographia de M. A. da Silva Lima, 1853.

Coletânea que reúne 62 artigos de Nísia Floresta, que foram publicados, apenas parcialmente, no jornal “Diário do Rio de Janeiro”, em 1853. Após o lançamento do livro, o jornal “O Liberal” publicou a série na íntegra, levando um total de 10 meses para veicular todos os capítulos. Trata-se de uma análise da escritora acerca da condição feminina, desde os tempos da antiguidade até seus dias, centrada no aspecto educacional. Nísia Floresta, mais uma vez, defende a educação feminina como chave para o progresso da sociedade.

Trechos de “Opúsculo Humanitário”:
“O Brasil tinha já fornecido grande cópia de homens ilustrados pelos conhecimentos adquiridos em diferentes universidades da Europa, e a maior parte das brasileiras (mesmo as das primeiras cidades) não logravam a vantagem de aprender a ler.”

“Dizia-se geralmente que ensinar-lhes a ler e escrever era proporcionar-lhes os meios de entreterem correspondências amorosas, e repetia-se, sempre, que a costura e trabalhos domésticos eram as únicas ocupações próprias da mulher. Este preconceito estava de tal sorte arraigado no espírito de nossos antepassados, que qualquer pai que ousava vencê-lo e proporcionar às filhas lições que não as daqueles misteres, era para logo censurado de querer arrancar o sexo ao estado de ignorância que lhe convinha”.

Páginas de uma Vida Obscura – Um Passeio ao Aqueduto da Carioca – Pranto Filial

Rio de Janeiro – Typographia de N. Lobo Vianna, 1854.

Publicação em livro de três artigos de Nísia Floresta escritos para o jornal “O Brasil Ilustrado”. O primeiro deles, “Páginas de uma Vida Obscura”, aborda os maus tratos dispensados aos negros cativos na época da escravidão. “Um Passeio ao Aqueduto da Carioca” é um dos textos ufanistas da escritora, em que ela descreve as belezas do Rio de Janeiro. E “Pranto Filial” foi concebido após a morte de sua mãe, fato que abalou profundamente Nísia Floresta. Este livro nunca foi localizado e seus textos só são conhecidos graças à sua publicação anterior na imprensa.

Trecho de “Pranto Filial”, sobre a morte da mãe de Nísia Floresta:
“E depois, quando fui procurar na Europa restabelecer a saúde da filha predileta tua, eram as tuas cartas que me davam forças na ausência para suportar a saudade que de ti me torturava. Paris, com todos os seus mágicos encantos, Londres, com todas suas pompas, não conseguiram distrair-me um instante de ti, ó minha mãe, e só no momento em que Deus permitiu-me a ventura de abraçar-te, o meu coração, transito de longas dolorosas saudades, mesmo na benéfica atmosfera dos gênios, em que o espírito se me banhava em ondas deliciosas de gozos intelectuais, se dilatou e expandiu-se em uma acumulação de sensações doces e fecundas, que só em teu seio podia eu encontrar e sentir!”

Trechos de “Páginas de uma Vida Obscura”:
“A escravidão, esse monstruoso parto do despotismo, esse infame libelo dos povos cristãos, foi sancionada pelos mesmos homens, que tudo haviam sabido sacrificar para libertar-se do jugo de seus opressores, e assumirem a categoria de nação livre! Eles, que acabavam de conquistar a liberdade, não coravam de rodear-se de escravos! Anomalia de um grande povo apresentada em caracteres de lágrimas e de sangue à face da civilização moderna para rebaixá-lo aos olhos da filosofia e da humanidade.”

“A África, sobre a qual ainda não aprouve a Deus mandar um reflexo de sua luz fazendo-a ressurgir das trevas da ignorância, purificada da maldição fulminada sobre a cabeça do seu primeiro povoador, forneceu à ambição e à tirania de certos homens um amplo meio de enriquecer-se no infame tráfico de outros homens!”

“Os negros d’África são mais infelizes vivendo ali livres, do que escravos em qualquer outra parte; nós lhes fazemos pois um bem arrancando-os à miséria em que vivem na sua pátria.’ Assim dizem geralmente impudentes e sofísticos mercadores que não se envergonham de mentir à humanidade e à sua própria consciência!”

“Mentir, porque bem lhes fariam se os fossem lá buscar como colonos sujeitos somente por um razoável número de anos de trabalho em proveito dos que lhes proporcionassem meios de transporte e de manutenção, mas não a um cativeiro perpétuo para si e seus descendentes!...”

Trecho de “Passeio ao Aqueduto da Carioca”:
“Espraia a vista pelos soberbos panoramas que daqui se desenrolam! Não sentes teus pulmões dilatarem-se, teu coração expandir-se, teu pensamento elevar-se ao Criador de tantas magnificências!?”.

Itineraire d’un Voyage en Allemagne (Itinerário de uma Viagem à Alemanha)

Paris – Firmin Diderot Frères et Cie, 1857.

Após percorrer a Alemanha, visitando diversas cidades, Nísia Floresta publicou sua primeira narrativa de viagem, em que ela descreve suas impressões acerca do país de Goethe. Escrito originalmente em francês, o relato é elaborado por meio de cartas que a escritora enviava ao filho e aos irmãos no Brasil, escritas quase que diariamente durante o trajeto.

Trecho de “Itinerário de uma Viagem à Alemanha”:
“O canto dos pássaros de nossa pátria, aqui reduzidos à condição de prisioneiros, para servirem, mediante um franco por pessoa, de distração e prazer a uma população estrangeira, tocava melancolicamente meus ouvidos e despertou em meu espírito a lembrança das mais agradáveis paisagens que percorri outrora sob nosso belo céu! A deliciosa Floresta de antigamente, berço de meu nascimento, testemunha de minha inocente felicidade fraterna e de minhas primeiras lágrimas filiais! Beberibe, Jacuí, Petrópolis, Tijuca e os aquedutos de nossa Carioca apresentaram-se de uma vez e tão vivamente ao meu espírito, que parei, em êxtase, sob um conjunto de árvores espessas, subjugada por estranho poder, esquisita ilusão! Vocês estavam lá, em torno de mim: juntos, observávamos nossos verdes papagaios, empoleirados em galhos, e uma infinidade de outros seres alados de nosso país.”

Consigli a Mia Figlia (Conselhos à Minha Filha)

1ª edição: Firenze – Stamperia Sulle Logge del Grano, 1858.
2ª edição: Mandovi – 1859.

É a tradução para o italiano de “Conselhos à Minha Filha”, feita pela própria autora. A partir da segunda edição, no ano seguinte, o livro se tornou leitura recomendada em diversas escolas italianas.

Scintille d’un’Anima Brasiliana (Cintilações de uma Alma Brasileira)

Firenze – Tipografia Barbera, Bianchi & C. 1859.

Reúne, em italiano, cinco ensaios de Nísia Floresta: “Il Brasile” (O Brasil), “L'Abisso sotto i Fiori della Civilità” (O Abismo sob as Flores da Civilização), “La Donna” (A Mulher), “Viaggio Magnetico” (Viagem Magnética) e “Una Passeggiata al Giardino di Lussemburgo” (Um Passeio ao Jardim de Luxemburgo).

Conseils a Ma Fille (Conselhos à Minha Filha)

Firenze – Le Monnier, 1859.

É a versão francesa de “Conselhos à Minha Filha”, traduzido a partir da versão italiana, por Braye Debuysé.

Le Lagrime d’un Caeté (A Lágrima de um Caeté)

Firenze – Le Monnier, 1860.

Traduzido pelo escritor italiano Ettore Marcucci, bastante respeitado por seus contemporâneos, o livro traz um prefácio elogioso à autora, além de 41 notas que explicam o vocabulário do poema e o relacionam com Dante, Ariosto e a Bíblia.

Trois Ans en Italie, Suivis d’un Voyage en Grèce (Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia) – 1º volume

Paris – Libraire E. Dentu, 1864.

Escrito originalmente em francês e composto por dois volumes, desenvolve-se na forma de um diário de viagem, em que Nísia Floresta descreve os anos em que viveu em diferentes cidades italianas, passando também pela Grécia. A autora coloca em discussão a crise política e os problemas sociais da Itália quando de sua passagem pelo país, ocorrida justamente na época da unificação. A obra, na qual ela assina apenas “par une Brèsilienne”, é a que traz também suas críticas mais severas à escravidão no Brasil.

Trecho de “Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia”, sobre a escravidão no Brasil:
“Ó minha pátria querida, Éden desse mundo imenso e extraordinário, reaparecido ao olhar deslumbrado de Colombo, deixa, ah! deixa livremente explodir de teu nobre peito o grito humanitário, que sufocas penosamente, por força dos deploráveis preconceitos transmitidos por teus antigos dominadores de além-mar! Sê conseqüente com as instituições livres que te regem, com a religião que professas: quebra, oh! quebra os grilhões de teus escravos!”

Woman (A Mulher)

London – Printed by G.Parker, Little St. Andrew Street, Upper. St. Martin's Lane, 1865.

Trata-se da tradução para o inglês de “La Donna” (A Mulher), feita pela filha da autora, Lívia Augusta, a partir do original em italiano. Configura-se em uma mistura de ficção, ensaio, crônica e texto didático, em que Nísia Floresta analisa a influência de uma formação moral adequada nas atitudes das mulheres adultas e condena radicalmente as amas de leite de aluguel.

Trecho de “A Mulher”, com a descrição do ambiente em que as personagens encontram uma criança que estava sendo criada no campo por uma ama de leite de aluguel:
“Um úmido aposento, sem ar, com um assoalho de pedras disformes cobertas de lodo; uma janela, ou melhor, um buraco, jogava como que uma réstia de luz sobre os sujos e velhos móveis que entulhavam aquela caverna humana, onde a panela do domingo fervia na enegrecida lareira. Uma cama, cujo escuro baldaquino ornava com o restante dos objetos espalhados aqui e ali, anunciava a desordem e a falta de qualquer asseio. A eira lotada de pútrido estrume tresandava, não menos que o quarto contíguo, um odor incômodo impossível de sustentar... As duas mulheres entreolharam-se sem que pudessem dizer palavra.”

Fragments d’un Ouvrage Inédit: Notes Biographiques (Fragmentos de uma Obra Inédita: Notas Biográficas)

Paris – A.Chérié Editeur, 1878.

É o último livro de Nísia Floresta publicado em vida. Traz principalmente informações sobre seu irmão, Joaquim Pinto Brasil, mas também muitos dados autobiográficos.

Parsis

Paris – 1867.

Trata-se de um romance, mas nunca foi encontrado nenhum exemplar desta obra e sua narrativa é totalmente desconhecida, embora seja citada em todos os principais dicionários bibliográficos antigos.

Le Brésil (O Brasil)

Paris – Libraire André Sagnier, 1871.

É a versão francesa do artigo “Il Brasile” (O Brasil), publicado inicialmente como parte de “Cintilações de uma Alma Brasileira” e traduzido do italiano para o francês pela filha da autora, Lívia Augusta. Contém a defesa apaixonada de Nísia Floresta em relação às qualidades de sua pátria, empreendendo, no texto, um debate com os viajantes estrangeiros que faziam críticas ao Brasil.

Trecho de “O Brasil”:
“Todos os povos civilizados da terra precisam conhecer este amplo e rico país da América meridional, que se estende desde o majestoso Amazonas, o maior rio do mundo, até o Prata. Aí se encontram, além de uma infinidade de outros rios navegáveis, grandiosas florestas, reclinadas, a maior parte, por todo o seu perímetro em forma de admiráveis curvas; excelsos montes, cujos cumes parecem tocar o céu; pradarias risonhas de uma eterna vegetação: cheios uns e outras de quanto têm de flores e frutos o antigo e o novo mundo. A essas magnificências da natureza juntam-se os prazeres de uma civilização progressiva, espalhada em muitas de suas partes.”

Trois Ans en Italie, Suivis d’un Voyage en Grèce (Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia) – 2º volume

Paris – E. Dentu Libraire-Éditeur et Jeffes, Libraire A. Londres, 1872.

Após oito anos da publicação do primeiro volume, sai a continuação de “Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia”, também em italiano.


Fragments d’un Ouvrage Inédit: Notes Biographiques (Fragmentos de uma Obra Inédita: Notas Biográficas)

Paris – A.Chérié Editeur, 1878.

É o último livro de Nísia Floresta publicado em vida. Traz principalmente informações sobre seu irmão, Joaquim Pinto Brasil, mas também muitos dados autobiográficos.

Colaboração em jornais

Passeio ao Aqueduto da Carioca
Jornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 15 de julho de 1855, páginas 68, 69 e 70.

Páginas de uma Vida Obscura
Jornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 14 de março, 31 de janeiro, 15 de abril, 30 de abril, 15 de maio, 31 de maio, 15 de junho e 30 de junho, de 1855.

Um Improviso, na Manhã de 1º do Corrente, ao Distinto Literato e Grande Poeta António Feliciano de Castilho
Jornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 30 de abril 1855, página 157.

O Pranto Filial
Jornal “O Brasil Ilustrado”, Rio de Janeiro, em 31 de março de 1856, páginas 141 e 142.

Edições póstumas

Sete Cartas Inéditas de Auguste Comte a Nísia Floresta
Rio de Janeiro – Centro do Apostolado do Brasil, 1888.

Cartas de Auguste Comte a Nísia Floresta (texto original e tradução)
Jornal “A República”, Natal, em 8, 19, 24 e 28 de janeiro e 4 e 6 de fevereiro de 1903.

Auguste Comte et Mme. Nísia Brasileira: Correspondance
Paris – Libraire Albert Blanchard, 1929.

Fanny ou o Modelo das Donzelas
Livro “Mulheres Farroupilhas”, de Fernando Osório
Porto Alegre – Editora Globo, 1935.

A Lágrima de um Caeté
Revista das Academias de Letras, com apresentação de Modesto de Abreu
Rio de Janeiro – Janeiro de 1938.

Itinerário de uma Viagem à Alemanha
Tradução de Francisco das Chagas Pereira
Natal – Editora Universitária da UFRN, 1982.

Opúsculo Humanitário
Introdução e notas de Peggy Sharpe-Valadares e posfácio de Constância Lima Duarte
São Paulo – Cortez Editora, 1989.

Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens
4ª edição (com apresentação, notas e posfácio de Constância Lima Duarte): São Paulo – Cortez Editora, 1989.

A Lágrima de um Caeté
Estudo e notas de Constância Lima Duarte
Natal – Fundação José Augusto, 1997.

Cintilações de uma Alma Brasileira – edição bilíngüe
Tradução de Michelle Vartulli, Zahidé L. Muzart e Suzana B. Funck e apresentação e notas biográficas de Constância Lima Duarte.
Florianópolis – Editora Mulheres/Edunisc, 1997.

Itinerário de uma Viagem à Alemanha – 2ª edição
Tradução de Francisco das Chagas Pereira e estudo e notas biográficas de Constância Lima Duarte
Florianópolis – Editora Mulheres/Edunisc, 1998.

Três Anos na Itália, Seguidos de Uma Viagem à Grécia – 1º volume
Tradução de Francisco das Chagas Pereira e apresentação de Constância Lima Duarte
Natal – Editora da UFRN, 1999.

Fragmentos de uma Obra Inédita: Notas Biográficas
Tradução de Nathalie Bernardo da Câmara e apresentação de Constância Lima Duarte
Brasília – Editora UnB, 2001.

Cartas de Nísia Floresta & Auguste Comte
Tradução de Miguel Lemos e Paula Berison e organização e notas de Constância Lima Duarte
Florianópolis – Editora Mulheres/Edunisc, 2002.