Movimento e pensamento na luta em defesa da mulher
No final da década de 1990 e início do século XIX, surge um grande volume de publicações da obra de Nísia Floresta, incluindo “A Lágrima de um Caeté” e “Cintilações de uma Alma Brasileira”, em 1997, “Itinerário de uma Viagem à Alemanha”, em 1998, e “Três Anos na Itália, Seguidos de uma Viagem à Grécia”, em 1999.
Em 2001, publica-se “Fragmentos de uma Obra Inédita: Notas Biográficas” e, em 2002, “Cartas de Nísia Floresta & Auguste Comte”.
E o feminismo, na virada do milênio, passa a ser dividido em dois aspectos.
Dividir-se entre a família e a
vida profissional é um dos
maiores desafios enfrentados
hoje pelas mulheres: em muitos
casos, elas sustentam sozinhas os filhos.
Agora, o que existe, além de um “movimento” feminista, é um “pensamento” feminista, que não se caracteriza somente por ações na sociedade.
O pensamento feminista concentra basicamente os estudos acadêmicos que buscam o resgate da história do País tendo como base a mulher, em oposição à costumeira centralização nos personagens masculinos.
E, no âmbito dos movimentos, o que se destaca é o aparecimento de diversas organizações não-governamentais, focadas em diferentes temas, como a sexualidade da mulher, a saúde feminina, o aborto, a violência e, também, o racismo de que são vítimas.
O feminismo, iniciado por Nísia Floresta há quase 200 anos, é hoje reconhecido e bastante divulgado, sendo considerado por muitos estudiosos o movimento social mais importante do século XX.
Mas não deixou de entrar no novo milênio trazendo junto velhas questões, como a modesta presença das mulheres no Congresso Nacional, nas assembléias legislativas e nas câmaras de vereadores, incluindo também todos os níveis do Poder Executivo e os próprios partidos políticos.
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Uma das principais bandeiras levantadas por Nísia Floresta foi a educação das mulheres, que apresenta hoje um quadro totalmente diverso: atualmente, elas são maioria nas universidades. |
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O papel do feminismo na transformação da sociedade engloba a discussão e a mobilização em torno das relações de gênero, das relações étnicas e raciais e, principalmente, das relações do sexo feminino com as diferentes esferas de poder.
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Manifestante ao lado de imagem da artista plástica mexicana Frida Kahlo, ícone do feminismo em todo o mundo.
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E, conscientes disso, as mulheres lutam ainda por sua autonomia plena, pela superação das desigualdades salariais, pela liberdade e pelo verdadeiro exercício da democracia, em suas casas, na sociedade e pelo mundo afora.
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