Cai a ditadura e o feminismo ganha força no Brasil
Após a redemocratização, o feminismo no Brasil entrou em um novo estágio.
E teve que enfrentar dois grandes desafios, surgidos a partir da abertura política no País.
O primeiro foi a ameaça à unidade do movimento, devido à reforma partidária de 1979, que dividiu a Nação em várias frentes de esquerda.
E, depois, a relação com os novos governos democráticos, concentrada no PMDB, que passou a governar a maioria dos estados brasileiros.
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O Ligue 180, implantado em 2005 pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), tem como objetivo orientar e auxiliar mulheres vítimas de violência, com atendimento 24 horas em todo
o país. |
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Esse cenário acabou resultando no surgimento de grupos feministas temáticos, além do chamado “feminismo acadêmico”, que teve como ponto de partida o Departamento de Pesquisa da Fundação Carlos Chagas, em São Paulo.
Nas universidades de todo o País, começaram a ser criados os núcleos de pesquisa e estudos da mulher.
E, em 1985, é instituído o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Ministério da Justiça, e também a primeira Delegacia da Mulher, marco histórico do feminismo brasileiro, passando a reconhecer a mulher como vítima de violência.
Ainda na década de 1980, foi implantado, pelo Ministério da Saúde, o Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher, voltado para o planejamento familiar, incluindo as questões dos direitos sexuais.

“Opúsculo Humanitário”, um dos
livros de Nísia Floresta que foram
publicados, a partir da década de
1980, pela pesquisadora Constância
Lima Duarte, principal biógrafa da
escritora na atualidade.
E Nísia Floresta surgia novamente, com a publicação, em 1982, de uma nova edição de “Itinerário de uma Viagem à Alemanha”, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Em 1989, sai “Opúsculo Humanitário”, além de “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, ambos com posfácio de Constância Lima Duarte, que se torna a principal biógrafa da escritora na atualidade.
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