Um casal feliz, dois filhos pequenos e uma fatalidade
Após a publicação de seu primeiro livro, “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, em 1832, Nísia Floresta e seu companheiro, Manuel Augusto, decidem se mudar para Porto Alegre.
Há duas versões para esse fato.
A primeira diz que um irmão de Manuel Augusto, que residia no Sul, convidou o já formado bacharel em direito para ir morar na capital gaúcha e lá exercer sua profissão.
A outra dá conta que o primeiro marido de Nísia Floresta, Manuel Alexandre, estava perseguindo a escritora, com acusações de abandono de lar e adultério, e teria chegado a Olinda, estando prestes a processá-la.
Não há registro de qual seria o motivo real para a mudança, mas ambas as hipóteses são prováveis.

Ilustração da cidade do Recife,
no século XIX: a escravidão
ainda estava longe de acabar.
Em Porto Alegre, nasce Augusto Américo de Faria Rocha, filho mais novo do casal.
A primeira filha, Lívia Augusta de Faria Rocha, havia nascido em Olinda, bem como o segundo filho de Nísia Floresta, morto quando ainda era recém-nascido.
Também se mudaram para sua casa, na capital gaúcha, a mãe da escritora e suas duas irmãs, Clara e Izabel.
O irmão caçula de Nísia Floresta, Joaquim Pinto Brasil, permaneceu em Olinda, cursando a faculdade de direito.
Seu pai havia sido assassinado nas proximidades do Recife, em 1818, um crime que teve como mandatário um capitão-mor contra o qual ele havia defendido um cliente, ganhando a causa.
Além dessa morte, e da do segundo filho, Nísia Floresta logo enfrentaria uma outra fatalidade, a morte do companheiro Manuel Augusto, que adoecera pouco depois da chegada do casal ao Rio Grande do Sul.
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