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NÍSIA E OS JARDINS BALSÂMICOS DA RISONHA FLORESTA
COMEÇAM AS REBELIÕES
EM OLINDA, NÍSIA CONHECE MANUEL AUGUSTO
UM CASAL FELIZ, DOIS FILHOS PEQUENOS E UMA FATALIDADE
OS FARRAPOS E A GUERRA NO SUL
DA CAPITAL DO IMPÉRIO PARA O BERÇO DO ILUMINISMO
UMA NOITE DE CHUVA E A DESPEDIDA DAS LETRAS


No Palais Cardinal, o filósofo que contestou a metafísica

Na Europa, Nísia Floresta publicou algumas de suas mais importantes obras, escritas originalmente em francês e em italiano, boa parte delas ainda sem tradução para o português.


Rio Sena, em Paris.

Mas, além dos livros, o que se destaca desse período é sua amizade com importantes aristocratas, cientistas e intelectuais, a maioria da França, onde a escritora morou mais tempo.


Na capital francesa, Nísia Floresta estabeleceu amizade com alguns dos principais intelectuais europeus de seu tempo.









O filósofo francês
Augusto Comte

 


 

Incluíam-se em seu círculo de relacionamentos Alexandre Herculano, Antônio Feliciano de Castilho, Alexandre Dumas, Lamartine, Duvernoy, Victor Hugo, George Sand, Manzoni e Azeglio.

Mas, de todos os contatos de Nísia Floresta, o que se tornou mais conhecido foi o que manteve com Auguste Comte, idealizador da filosofia positivista.

 

O Jardim de Luxemburgo, localizado no caminho entre as casas de Nísia Floresta e Auguste Comte, em Paris, e que serviu de cenário para o artigo “Um Passeio ao Jardim de Luxemburgo”, escrito pela brasileira.

No apartamento da brasileira, em Paris, costumavam se reunir vários de seus amigos, inclusive o próprio Comte, e o entusiasmo com que ela ia recebê-lo pessoalmente em sua porta demonstra a admiração que tinha por suas idéias.





Fachada da casa
de Auguste Comte.

 


Era assim que Nísia Floresta anunciava o filósofo francês aos demais: “Aí está o sr. Comte, a maior glória da França. Não é um homem como os outros. É um gênio.”

 







Uma das cartas enviadas por Nísia Floresta a Auguste Comte.

Seu interesse pelo Positivismo havia começado cinco anos antes, quando assistira às palestras dele durante o Curso de História Geral da Humanidade, no Palais Cardinal, em Paris.

Mas sua adesão à doutrina, ao contrário do que muitas vezes é afirmado, foi apenas parcial, motivada mais pelo patamar elevado que a filosofia positivista reservava para a mulher na sociedade do que pelos demais preceitos.



Monumento a Benjamin
Constant, no Rio de Janeiro,
erguido pelos positivistas:
no detalhe, os abolicionistas
Troussaint-Louverture,
José Bonifácio, Castro Alves e,
ao fundo, Nísia Floresta.



O Positivismo chegou a se transformar numa religião, criada pelo próprio Auguste Comte, a Religião da Humanidade, que no Brasil encontrou um grande número de adeptos.
A Igreja Positivista do Brasil possui, até hoje, templos no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Porto Alegre.

É no Templo da Humanidade, localizado na capital fluminense, que se encontram as seis cartas escritas por Auguste Comte para Nísia Floresta.

As cartas da brasileira enviadas para ele estão na Maison D’Auguste Comte, em Paris.

O conteúdo das cartas trata basicamente de questões pessoais de ambos: recomendações do filósofo à saúde de Lívia Augusta, filha da escritora, os pêsames de Nísia Floresta pelo aniversário da morte de Clotilde de Vaux, companheira de Comte, e outros assuntos como esses.

A troca de correspondências durou do início da amizade até a morte dele, em 1857, um ano depois de terem se conhecido pessoalmente.

Na “Duodécima Confissão Anual”, escrita por ele, está o registro do primeiro contato com a brasileira:

  “Em agosto, devo inicialmente registrar meu primeiro contato com a nobre viúva brasileira que me oferece, de coração, de espírito e de caráter, todos os indícios de uma preciosa discípula, se eu puder transformar um pouco seus hábitos metafísicos.”  

Comte desejava fazer de Nísia Floresta e Lívia Augusta disseminadoras do Positivismo no continente americano, o que, como se sabe, não ocorreu.

Em resumo, a teoria, que teve até mesmo influência direta na elaboração das diretrizes básicas da República no Brasil, dizia que o caminho ideal para chegar ao conhecimento eram as descobertas da ciência, em oposição aos pensamentos religioso e metafísico, que dominavam a filosofia até então.



O lema da bandeira do
Brasil, “Ordem e Progresso”,
é resultado da influência da
doutrina positivista sobre os
idealizadores da República no País.