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Nísia e os jardins balsâmicos da risonha Floresta

Dionísia Gonçalves Pinto nasceu em 12 de outubro de 1810, no Sítio Floresta, próximo ao vilarejo de Papari, no Rio Grande do Norte.

O pseudônimo “Nísia Floresta Brasileira Augusta”, pelo qual ela se tornaria conhecida, só passou a ser usado a partir dos 22 anos, quando da publicação de seu primeiro livro.

Seu pai era um advogado português, que chegara à região de Papari nos primeiros anos do século XIX e se chamava Dionísio Gonçalves Pinto Lisboa, tal como a filha, pois era um costume da época dar às mulheres o primeiro nome do pai.



Nísia Floresta na juventude.

Dionísio foi sempre lembrado como sendo um homem culto e de idéias políticas liberais, o que culminaria com seu assassinato em 1828, nas proximidades do Recife, após defender a causa de um cliente contra um poderoso da cidade de Olinda.

A mãe de Nísia Floresta, Antônia Clara Freire, tida como mulher inteligente e carinhosa, porém enérgica quando necessário, pertencia a uma importante família da região.

Era filha do capitão-mor Bento Freire do Revorêdo e de Mônica da Rocha Bezerra, casal que está na origem de algumas das principais famílias que formaram a população de Papari.

Para se ter uma idéia do que era o ambiente no qual Nísia Floresta nasceu, basta recorrer ao livro do inglês Henry Koster, intitulado “Travels in Brazil”, de 1816.
Nessa obra, ele narra uma visita feita a Dionísio Gonçalves Pinto Lisboa, por coincidência, no mesmo ano do nascimento de sua primeira filha, a futura escritora.
  O município de Papari, no Rio Grande do Norte, onde a escritora nasceu, hoje se chama Nísia Floresta, em sua homenagem.

O estrangeiro se espanta com o fato de, na ocasião do encontro, estar presente também a esposa de Dionísio, o que era incomum naquele tempo.
No século 19, não era permitido às mulheres ficar na sala quando havia visitas, costume descrito por vários outros autores, que também visitaram o país.

A mãe de Nísia Floresta, Antônia Clara Freire, tida como mulher inteligente e carinhosa, porém enérgica quando necessário, pertencia a uma importante família da região.


Localização do município
de Nísia Floresta,
a 40 km de Natal.



Era filha do capitão-mor Bento Freire do Revorêdo e de Mônica da Rocha Bezerra, casal que está na origem de algumas das principais famílias que formaram a população de Papari.

Para se ter uma idéia do que era o ambiente no qual Nísia Floresta nasceu, basta recorrer ao livro do inglês Henry Koster, intitulado “Travels in Brazil”, de 1816.

Nessa obra, ele narra uma visita feita a Dionísio Gonçalves Pinto Lisboa, por coincidência, no mesmo ano do nascimento de sua primeira filha, a futura escritora.

O estrangeiro se espanta com o fato de, na ocasião do encontro, estar presente também a esposa de Dionísio, o que era incomum naquele tempo.

  Lavatório com motivos indígenas esculpido pelo pai de Nísia Floresta, que era exímio  ceramista: a peça encontra-se até hoje na igreja do município onde ela nasceu.

No século XIX, não era permitido às mulheres ficar na sala quando havia visitas, costume descrito por vários outros autores, que também visitaram o país.

Além de Nísia Floresta, seus pais tiveram ainda mais dois filhos, Clara e Joaquim, sendo este o caçula, para o qual ela dedicaria sempre um amor de mãe.

A infância no Sítio Floresta esteve presente na memória da autora ao longo de toda sua vida, sendo citado em muitas de suas obras, nas quais ela descreve os “jardins balsâmicos” da “deliciosa” e “risonha” Floresta.

Mas os dias tranqüilos estavam prestes a terminar, e a família logo começaria a sofrer os mais diferentes percalços.