You need to upgrade your Flash Player This is replaced by the Flash content. Place your alternate content here and users without the Flash plugin or with Javascript turned off will see this. Content here allows you to leave out noscript tags. Include a link to bypass the detection if you wish.
 
HOME
PENSAMENTO
OBRAS
NÍSIA HOJE
CRONOLOGIA
FRASES
GLOSSÁRIO
PROJETO MEMÓRIA
CONTATO
LINKS
CRÉDITOS
 
 
   
NÍSIA E OS JARDINS BALSÂMICOS DA RISONHA FLORESTA
COMEÇAM AS REBELIÕES
UM CASAL FELIZ, DOIS FILHOS PEQUENOS E UMA FATALIDADE
OS FARRAPOS E A GUERRA NO SUL
DA CAPITAL DO IMPÉRIO PARA O BERÇO DO ILUMINISMO
NO PALAIS CARDINAL, O FILÓSOFO QUE CONTESTOU A METAFÍSICA
UMA NOITE DE CHUVA E A DESPEDIDA DAS LETRAS


Em Olinda, Nísia conhece Manuel Augusto

Em Olinda, cidade vizinha do Recife, Nísia Floresta conhece Manuel Augusto de Faria Rocha, estudante de direito, filho do português Manuel Augusto Gonçalves de Faria com a pernambucana Joana Sofia do Amaral.



Recife no século XIX.




Na verdade, é provável que eles já tivessem se conhecido antes, quando do período da família em Goiana, pois Manuel Augusto era natural de lá.

O casal passa a viver junto, quando ela tinha 18 anos, e dessa união nasceriam os dois filhos da escritora, Lívia e Augusto.

A fase ao lado daquele que seria para sempre lembrado como o grande amor de sua vida, porém, logo se encerra, com Manuel Augusto vindo a morrer precocemente, quando tinha 25 anos, após adoecer de maneira súbita, em Porto Alegre, para onde o casal se mudou em
1832.

Foi em Olinda também que Nísia Floresta publicou seus primeiros textos na imprensa, no jornal “Espelho das Brasileiras”, voltado para o público feminino.

 

Edição do jornal “Espelho das Brasileiras”, de 10 de maio de 1831: foi no periódico pernambucano que Nísia Floresta publicou seus primeiros textos.

Durante as 30 edições desse periódico, que circulou de fevereiro a abril de 1831, ela colabora com uma série de artigos anônimos, que comparavam a situação da mulher no século XIX com a visão sobre o sexo feminino em culturas antigas.

Aliás, foi sua consciência acerca da maneira como as mulheres eram tratadas em seu tempo que motivou Nísia Floresta a dar os primeiros passos no mundo das letras.

Sua preocupação focava-se na educação das meninas, que recebiam um ensino muito inferior em relação àquele reservado ao sexo masculino.

A eles, eram oferecidos conteúdos relacionados à ciência e ao humanismo, enquanto que a instrução feminina restringia-se a alguma coisa de português e de francês e às quatro operações básicas da matemática, além do bordado.



O livro “Direitos das Mulheres
e Injustiça dos Homens”, primeiro
a ser publicado pela escritora,
em 1832, quando ela tinha
apenas 22 anos.




Cerca de um ano depois de começar a escrever na imprensa, ela publica seu primeiro e mais conhecido livro até hoje, “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, em 1832, pela mesma tipografia em que era impresso o jornal “O Carapuceiro”, do padre Lopes Gama.

Famoso por sua linguagem ácida em ataques ao conservadorismo da sociedade brasileira do século XIX, o padre Lopes Gama defendia o federalismo, o humanismo para com os escravos e, também, os direitos das mulheres, tendo a obra de Nísia Floresta muitos pontos em comum com o pensamento do pernambucano.