Casamento, separação e a despedida definitiva de Papari
Após dois anos em Goiana, a família de Nísia Floresta volta a viver em Papari, mesmo com o clima ainda hostil aos portugueses.
A Rebelião de 1817 havia sido abafada, mas os movimentos insurgentes continuavam ativos no Nordeste.
De volta ao vilarejo, Nísia Floresta, aos 13 anos, casa-se com Manuel Alexandre Seabra de Melo.
O rapaz era dono de grandes extensões de terra, vizinhas ao Sítio Floresta, mas tinha pouca escolaridade.
O casamento, realizado prematuramente, logo se desfaz, e ela volta a viver com a família.
Inconformado com a separação, Manuel iria perseguir Nísia Floresta durante alguns anos, ameaçando processá-la por abandono de lar e, posteriormente, por adultério, pois em 1830 ela passa a viver em Olinda com Manuel Augusto de Faria Rocha, pai de seus filhos, considerado o grande amor de sua vida.

Estação ferroviária do município de Nísia Floresta, hoje desativada.
Apenas dois anos após a Independência, surgem em Pernambuco novas rebeliões, agora com objetivos separatistas.
A elite local não aceitava a centralização do poder no Rio de Janeiro e, principalmente, a hegemonia lusitana na economia das províncias, situação que ainda não havia se alterado.
Há uma nova perseguição aos portugueses e ao pai de Nísia Floresta, e a família muda-se então para Olinda, depois de uma rápida passagem por Goiana.
Essa seria a despedida definitiva do S ítio Floresta, no Rio Grande do Norte, onde a escritora nasceu e se criou, pois, com a ausência dos donos, a propriedade é invadida, saqueada e destruída.
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