Vida e obra de Monteiro Lobato
1882-1904
   
PRIMEIRAS LETRAS E ESTUDANTE DE DIREITO
       
18/4/1882 - Nasce em Taubaté, cidade do Vale do Paraíba, no interior paulista, o filho de José Bento Marcondes Lobato e Olympia Monteiro Lobato.

7/5/1882 - É batizado na paróquia local com o nome de José Renato Monteiro Lobato.

13/5/1888 – A Princesa Isabel assina a Lei Áurea, que põe fim à escravidão no Brasil.

1889 – Monteiro Lobato ingressa no Colégio Kennedy, em Taubaté, freqüentando depois outras instituições de ensino da cidade, entre elas o Colégio Paulista.

   
15/11/1889 – Proclamada a república no Brasil. O marechal Deodoro da Fonseca lidera o governo provisório.

1893 - Por causa das iniciais J.B.M.L. gravadas no castão de uma bengala do pai, muda seu nome para José Bento.

1895 - Röntgen descobre os raios X e Marconi inventa o telégrafo.

No final de 1895, Lobato vem a São Paulo fazer os exames para admissão no Curso Anexo, preparatório para o ingresso na Faculdade de Direito. Reprovado em português, retorna a Taubaté. Voltaria para estudar na capital em dezembro do ano seguinte.

8/7/1896 – Realiza-se, no Rio de Janeiro, a primeira sessão de cinema no país.

20/6/1897 – É fundada a Academia Brasileira de Letras, presidida por Machado de Assis.

13/6/1898 - Morre o pai de Lobato.

22/6/1899 - Morre sua mãe. O avô materno, José Francisco Monteiro - visconde de Tremembé - assume a tutela de José Bento e de suas irmãs, Esther e Judith.

26/1 a 2/3/1900 - Realiza os exames para ingresso na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e é aprovado.

1900 – Sigmund Freud lança A interpretação dos sonhos, obra que marca o nascimento da psicanálise.

7/5/1900 – Começa a funcionar a primeira linha de bondes elétricos em São Paulo.

11/8 a 15/11/1901 – Lobato preside a Arcádia, sociedade literária dos segundanistas da Faculdade de Direito, e colabora em seu jornal com crônicas e crítica teatral.

1902 – Euclides da Cunha publica Os sertões.

1902 – Com um grupo de amigos, alguns deles colegas na Faculdade de Direito – Ricardo Gonçalves, Albino Camargo Neto, Cândido Negreiros, Godofredo Rangel, Tito Lívio Brasil e Lino Moreira, entre outros –, forma o grupo Cenáculo, também autodenominado Cainçalha, que passaria a se reunir no Café Guarani e na república estudantil do Minarete.

11/3/1903 – É fundado o Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito, e Lobato figura, desde o primeiro número, na comissão de redatores do seu jornal, O Onze de Agosto.

Junho de 1903 - Participa da criação do jornal Minarete, de Pindamonhangaba, e escreve em O Povo, de Caçapava, cujo cabeçalho vai desenhar. Nesta fase publica artigos sob pseudônimos os mais diversos. Alguns deles: Mem Bugalho, Lobatoyewsky, Pascalon o Engraçado, Matinho Dias, Josbem, Hélio Bruma.

1904 - Escreve artigos para O Combatente, de Oscar Breves, que circula na capital paulista.

Obtém, com o conto "Gens ennuyeux", o primeiro lugar em concurso literário promovido pelo XI de Agosto.

"Tentei arrancar de mim o carnegão da literatura. Impossível. Só consegui uma coisa: adiar para depois dos 30 o meu aparecimento. Literatura é cachaça. Vicia. A gente começa com um cálice e acaba pau d'água na cadeia". São Paulo, 16/6/1904

10/11/1904 – A população carioca revolta-se contra a obrigatoriedade da vacinação contra varíola, determinada por Osvaldo Cruz, diretor geral da Saúde Pública.

15/12/1904 - Colação de grau na Faculdade de Direito. No dia 24, a cerimônia de formatura.