LIVROS
1.1. EM LÍNGUA PORTUGUESA
 


Condições de vida das classes operárias do Recife. Recife: Imprensa Industrial, 1932.

Primeiro inquérito do gênero realizado no país, onde são estabelecidas relações diretas entre a produtividade do trabalhador e sua alimentação, bem como são examinadas suas condições de vida, seu tipo de moradia e seu salário.







O problema fisiológico da alimentação no Brasil. Monografia (Livre-docência em Fisiologia) – Faculdade de Medicina de Recife, 1932.
Com esta tese, Josué de Castro tornou-se livre-docente pela Faculdade de Medicina do Recife. A partir de dados sobre o metabolismo de brasileiros, as necessidades alimentares são analisadas. O trabalho visa a contribuir para estabelecer o mínimo de alimentação das classes deserdadas e a uma alimentação racional dos trabalhadores. Em edições ampliadas posteriores, o livro passou a chamar-se O problema da alimentação no Brasil.







A questão do salário mínimo. Rio de Janeiro: Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio/Departamento de Estatística e Publicidade, 1935.






 




Alimentação e raça. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936. 182 p.
Neste livro, Josué de Castro relaciona o fenômeno biológico da alimentação com vários aspectos sociais da vida brasileira. Combate a idéia muito difundida na época de “raça inferior” e revela a fome como principal fator para a suposta preguiça dos negros e índios.








A alimentação brasileira à luz da Geografia Humana. Porto Alegre: Globo, 1937. 176p.
Em A alimentação brasileira à luz da Geografia Humana, o método geográfico começa a ser utilizado para abarcar os diversos aspectos biológicos e sociais da alimentação, visando à compreensão de sua influência na evolução do povo brasileiro. A partir da extensão de regimes alimentares, o país é dividido em cinco regiões, com qualidades e defeitos específicos.








Documentário do Nordeste. São Paulo: José Olympio, 1937. 215 p.
Coletânea que inclui crônicas, contos, ensaios e estudos sociais sobre o Nordeste brasileiro. Na 2ª edição, de 1959, foram incluídos estudos biológicos sobre alimentos locais.












Festa das Letras, Rio de Janeiro, Livraria Globo, 1937
Escrito em parceria com a poetisa Cecília Meireles, este livro leva às crianças os primeiros preceitos de higiene alimentar, indispensáveis à vida, com uma linguagem mais animada, característica da infância.












Fisiologia dos tabus. São Paulo: Melhoramentos/Nestlé, 1938. 62 p.
Ensaio que correlaciona fisiologia, antropologia e psicologia para a pesquisa das restrições alimentares tradicionais da cultura brasileira. O conceito de Pavlov de reflexo condicionado é aplicado aos hábitos alimentares. Posteriormente, o ensaio será incluído na coletânea Ensaios de Biologia Social.








Geografia Humana: estudo da paisagem cultural do mundo. Porto Alegre: Globo, 1939. 232 p.
Livro didático destinado ao 3º ano do atual ensino médio.














Geografia da Fome. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1946.
Obra que consolida as pesquisas de Josué de Castro sobre a alimentação brasileira. Traduzida em mais de 25 idiomas, este livro é uma referência fundamental no estudo do tema, e logo foi reconhecido com o Prêmio Pandiá Calógeras, da Associação Brasileira dos Escritores e com o Prêmio José Veríssimo, da Academia Brasileira de Letras.
O mapeamento do Brasil a partir de suas características alimentares deixou clara a trágica situação da fome no país, que não poderia mais ser atribuída a fenômenos naturais, mas a sistemas econômicos e sociais que poderiam ser transformados para o benefício da população.
Para explicar o quadro de um país de fome como o nosso e buscar ações para reverter este quadro, não é possível deixar de considerar o desequilíbrio causado pelo modelo de crescimento industrial exclusivo sem alterações na estrutura arcaica da agricultura, e pelo tipo de economia voltado para interesses estrangeiros desde a época do colonialismo até o atual neo-colonialismo do capital internacional.
Com este importante trabalho, Josué de Castro demonstrou que era possível construir uma ciência que teria por objeto de estudo problemas específicos de países subdesenvolvidos e que fosse capaz de explicar a situação destes países sem recorrer aos mitos de inferioridade racial, de fatalismo ou de determinismo geográfico. E já apontava para a necessidade de transformar a estrutura agrária para aumentar a oferta de alimentos e fortalecer o mercado interno.







Fatores de localização da cidade do Recife. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional,
1948. 84 p.

Tese com a qual Josué de Castro efetivou-se como Professor Catedrático de Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Aborda a formação da cidade do Recife, desde os aspectos geológicos até as decisivas influências da colonização holandesa na urbanização da região. Posteriormente foi republicado como A cidade do Recife: ensaio de Geografia Urbana e também incluído na coletânea Ensaios de Geografia Humana.








Geopolítica da Fome. Rio de Janeiro: Casa do Estudante Brasileiro, 1951. 416 p.
Ao lado da Geografia da Fome, este é o mais traduzido livro de Josué de Castro. Conta com edições em mais de 25 idiomas. As denúncias sobre a fome no Brasil foram ampliadas para o panorama nundial.
Geopolítica da Fome foi laureado pela Academia Americana de Ciências Políticas, com o Prêmio Franklin D. Roosevelt. Foi, ainda, o escritor brasileiro agraciado com a Grande Medalha da Cidade de Paris. Ao fazer entrega desta medalha, o Presidente do Conselho frisou em seu discurso que a obra revolucionária realizada por Josué de Castro no campo da alimentação era equivalente à realizada por Copérnico no Campo da Astrologia. Denunciando a fome universal como uma praga fabricada pelo homem e não como fenômeno natural, Josué de Castro construiu uma obra profundamente humana, acima das posições partidárias e das intolerâncias políticas.








A cidade do Recife: ensaio de Geografia Urbana. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1954. 167 p.
Publicação revista da tese com a qual Josué de Castro efetivou-se como Professor Catedrático de Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Aborda a formação da cidade do Recife, desde os aspectos geológicos até as decisivas influências da colonização holandesa na urbanização da região. Anteriormente publicado como Fatores de Localização da cidade do Recife e posteriormente incluído na coletânea Ensaios de Geografia Humana.








Três personagens: Einstein, Fleming, Roosevelt. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1955. 93 p.

Ensaios acerca de três grandes personalidades do século XX, o físico Einstein, o biólogo Fleming e o estadista Roosevelt, apresentados originalmente como discursos na Câmara Federal.











Ensaios de Geografia Humana. São Paulo: Brasiliense, 1957.
Coletânea de ensaios que inclui um rearranjo do livro didático Geografia Humana e o livro A cidade do Recife: ensaio de Geografia Urbana.










Ensaios de Biologia Social. São Paulo: Brasiliense, 1957. 283 p.
Coletânea de ensaios que inclui uma reedição de Fisiologia dos tabus, e uma série de artigos e conferências de Josué de Castro.











O livro negro da fome. São Paulo: Brasiliense, 1960. 178 p.
Este livro marca o lançamento da Associação Mundial de Luta contra a Fome (Ascofam). Josué aprofunda suas críticas às teses fatalistas que apontam o crescimento populacional como causa da fome, e defende a transformação das estruturas sociais mundiais para uma melhor distribuição de riqueza. São descritos os projetos da Ascofam e da Campanha Mundial contra a Fome da FAO.









Sete palmos de terra e um caixão. São Paulo: Brasiliense, 1965. 223 p.
Escrito nos primeiros anos do decênio de 1960, introduz o estudo dos movimentos sociais no Nordeste a luz das Ligas Camponesas surgidas na Zona da Mata Pernambucana nesse mesmo período. Estas, são utilizadas pelo autor para denunciar a escravidão da terra e do homem por um modelo baseado na grande propriedade, submisso aos interesses internacionais. Modelo que privilegia as exportações a despeito do fortalecimento do mercado interno, comandado por uma elite conservadora, submissa aos grandes grupos econômicos. No bojo desse quadro de referência, buscou-se entender as ligas como precursoras dos atuais movimentos sociais, a exemplo do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). Continuidade que se manifesta também no prosseguimento do processo de conscientização popular, e que tem seus passos desenvolvidos desde a "reivindicação dos mortos", passando pela luta contra a expulsão das terras nas quais nasceram e criaram vínculos, a luta por terra, por reforma agrária e o compromisso com a construção de uma sociedade mais igualitária.









Homens e caranguejos. São Paulo: Brasiliense, 1967. 177 p.
Este é o único romance de Josué de Castro. A partir da visão de um menino, descreve em detalhes os hábitos dos moradores dos mangues da cidade do Recife, a paisagem de lama e caranguejos e a dificuldade de sobrevivência dos que não se adaptaram à vida urbana.




 




A explosão demográfica e a fome no mundo. Portugal: Edições Itaú, 1968. 34 p.
Ensaio que aborda os impactos da revolução tecnológica do século XX sobre a estrutura mundial, enfatizando o desequilíbrio alimentar nos países subdesenvolvidos.

 







Estratégia do desenvolvimento. Lisboa: Seara Nova, 1971.

Ensaio no qual Josué define sua noção de desenvolvimento, apresenta os obstáculos que os países subdesenvolvidos enfrentam e descreve aspectos de uma estratégia global de desenvolvimento onde uma das mais altas prioridades é a educação adequada às necessidades de desenvolvimento.







Fome, um tema proibido: os últimos escritos de Josué de Castro. Anna Maria de Castro (org.). Petrópolis: Vozes, 1984.

Coletânea que reúne ensaios, artigos e conferências produzidos por Josué de Castro durante o período de seu exílio. Relaciona o tema da fome com a ecologia, com as causas do subdesenvolvimento e com os riscos para a paz mundial.





1.2. EM OUTROS IDIOMAS








Science et technique. Rio de Janeiro: Ministério da Educação/Moderna, 1937. 179 p.

Livro escrito para o público francês apresentando uma história da ciência brasileira. Entre as personalidades descritas encontram-se Adolpho Lutz, Oswaldo Cruz, Vital Brasil, Santos-Dumont, Carlos Chagas, Gaspar Vianna e Saturnino de Brito.









Alimentazione e acclimatazione umana nei tropici. Milano: [s.n.], 1939.
Publicação produzida a partir de conferências de Josué de Castro na Universidade de Roma e Nápoles, convidado pelo Instituto Ítalo-Brasileiro de Alta Cultura. Sob um prisma antropo-fisiológico, o autor aborda o problema alimentar em relação aos problemas de colonização e adaptação do homem branco às condições climáticas das regiões tropicais.







La alimentación en los trópicos. México: Fondo de Cultura Economica, 1946. 204 p.

Estudo sobre os problemas alimentares das regiões tropicais, as que mais apresentam hábitos defeituosos. A partir da fisiologia, o autor aborda a influência do clima no metabolismo humano e indica as carências específicas encontradas em suas pesquisas no Brasil.



 




El problema de la alimentación en América del Sur. Séries da UNESCO, v.1. Buenos Aires: Sudamericana, 1950. 65 p.


 





Alimentazione non pianificata nel Sud America. Milão: Ulrico Hoepli, 1951.







¿Adonde vá la América Latina? Lima: Latino Americana, 1966. 187 p.

Série de conferências de Josué de Castro no Peru sobre diversos temas ligados ao desenvolvimento da América Latina, como a fome, o subdesenvolvimento, o neocolonialismo, a reforma agrária e a cooperação internacional. Apresenta ainda as metas do Centro Internacional de Desenvolvimento (CID).


 
El hambre: problema universal. Argentina: Pléyade, 1969.

Neste livro, Josué de Castro sistematiza os principais conceitos ligados à fome, apresenta o mapa mundial da fome e descreve a origem e a organização da FAO, órgão das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.


Mensajes. CONSUEGRA (org.). Bogotá: Colibri/ Italgraf, 1980.

Coletânea que reúne ensaios, artigos e conferências produzidos por Josué de Castro durante o período de seu exílio. Relaciona o tema da fome com a ecologia, com as causas do subdesenvolvimento e com os riscos para a paz mundial.
 
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