Nasce João Cândido Felisberto na fazenda Coxilha Bonita, em Encruzilhada do Sul, atualmente município Dom Feliciano, RS.

Aos 14 anos entra para a Escola de Aprendizes de Marinheiros do Rio Grande do Sul.

Interna-se no Hospital da Marinha para tratamento de tuberculose.

É enviado à Inglaterra para conduzir o encouraçado Minas Gerais ao Brasil. Lidera a Revolta da Chibata, contra as punições corporais na Marinha de Guerra. É preso e sobrevive à tentativa de assassinato na Ilha das Cobras.

É internado no Hospital Nacional de Alienados, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro (RJ).

Volta à prisão e é absolvido em seu julgamento, em 29 de novembro.

Emprega-se no veleiro “Antônico”. Conduz a embarcação dos portos do sul do país ao Rio de Janeiro. Na chegada à capital carioca, por pressão é demitido. No mesmo ano, casa-se na Igreja Nossa Senhora da Glória, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, RJ.

Muda-se com a família definitivamente do Rio de Janeiro para São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Morre seu companheiro de Revolta, Francisco Dias Martins, o “Mão Negra”.

Despede-se do navio Minas Gerais, vendido como sucata à Itália.

Publicação do livro A Revolta da Chibata. Volta à terra natal para receber homenagem, cancelada por ordem da Marinha.

Morre a 8 de dezembro, no Hospital Getúlio Vargas. É sepultado no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. Deixa uma herança de coragem e dignidade, além de esposa e filhos.


A Senadora Marina Silva e o ex-deputado federal Marcos Afonso apresentam um projeto de anistia post mortem a João Cândido e seus companheiros da Revolta da Chibata.

Acontece a “Marcha dos 10 Mil”, em que líderes e integrantes de movimentos pelos direitos humanos e pela inclusão racial rumam a Brasília reforçando o pedido de anistia.

Em 23 de julho de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.756, que concede anistia post mortem a João Cândido e outros marujos participantes da revolta.