Com a aproximação das comemorações dos 120 anos da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 2008, parlamentares passaram a pressionar para que o projeto que previa a anistia de João Cândido e seus companheiros, de autoria da senadora Marina Silva (PT-AC), fosse votado. O texto tramitava em Brasília desde 2002. Em fevereiro de 2008, o senador Paulo Paim (PT-RS) também havia defendido o projeto de Marina Silva e questionado o motivo de o texto estar parado na Câmara. No início de maio, o então ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, lembrou os feitos de João Cândido e dos marinheiros de 1910 e reforçou a importância de se votar o projeto da senadora. Na ocasião, o ministro pediu ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que o texto fosse incluído na pauta do plenário. Para o ministro Edson Santos, a justificativa era única: João Cândido e seus companheiros aboliram a chibata da Marinha de Guerra brasileira.
No dia 23 de julho de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com veto ao pagamento de indenizações aos descendentes dos marinheiros, a Lei nº 11.756, que reconhece e restaura os direitos de anistia concedidos a João Cândido e aos seus companheiros em 1910. Segundo a assessoria de Marina Silva, o veto, no entanto, não impede os descendentes de entrarem na Justiça para pedir as compensações.