O TEMPO DA AMARGURA (1961-1976)

Uma cadeira no Senado


Já de olho numa volta à presidência nas eleições de 1965, e para não ficar a descoberto – pois Jânio Quadros fatalmente o hostilizaria, abrindo uma devassa em seu governo –, Juscelino Kubitschek providenciou para si um mandato legislativo antes mesmo de deixar o poder.

Não era temporada eleitoral, mas negociou-se uma brecha: em janeiro de 1961, o senador Taciano Gomes de Melo, do Partido Social Democrático (PSD) de Goiás, foi convencido a renunciar à sua cadeira, abrindo assim uma vaga a ser preenchida, meses mais tarde, em eleição complementar. Em troca, foi nomeado ministro do Tribunal de Contas do Distrito Federal.

JK, senador, é aclamado em Brasília, 1961 Concorrendo com Wagner Estelita Campos, do Partido Democrata Cristão (PDC), que tinha o apoio de Jânio, no dia 4 de junho de 1961 o ex-presidente se elegeu com folga, obtendo 146 366 votos, contra 26 800 dados a seu concorrente.

Aquele seria o seu último mandato.