O TEMPO DA AMARGURA (1961-1976)

Asilo no Rio


Depois de fazer seu último discurso no Senado, a 3 de junho de 1964, JK seguiu de carro para Belo Horizonte e de lá para o Rio de Janeiro, numa viagem cheia de peripécias determinadas por um clima de constante apreensão.

Juscelino Kubitschek no aeroporto do Galeão (RJ) momentos antes de sua partida para o exílio, 13/6/1964 Pretendia asilar-se na embaixada da Colômbia, na avenida Rui Barbosa. Mas, como havia pessoas suspeitas nas proximidades, JK entrou no prédio ao lado – e ali, com a ajuda de uma escada, saltou o muro. Foi recebido pelo embaixador colombiano, Dario Botezo.

Começaram entendimentos para que o ex-presidente fosse refugiar-se na residência do embaixador da Espanha, no mesmo edifício onde morava, na avenida Vieira Souto.

Militar armado impede a aproximação do povo no embarque de JK para o exílio, 13/6/1964 A Espanha não tinha acordo de asilo político com o Brasil, mas o embaixador Jaime Alba Delibes, depois de consultar seu governo, acolheu JK.

A cassação do ex-presidente e a suspensão de seus direitos políticos foram anunciadas a 8 de junho, no programa A voz do Brasil. No dia 13, JK embarcava para Madri, iniciando um exílio que duraria 976 dias.