BRASÍLIA, UM DELÍRIO POSSÍVEL (1955-1960)
O poder voa para Brasília
Na véspera da mudança da capital para Brasília, 20 de abril de 1960, JK chegou ao Palácio do Catete com a mulher, d. Sarah, as filhas, Márcia e Maria Estela, e a mãe, Júlia. Reuniu os funcionários no salão nobre para uma despedida.
Conta o escritor Autran Dourado, secretário de Imprensa da Presidência, no livro Gaiola aberta: "Todo o mundo ria muito, Juscelino era dente só. Como se fosse o seu aniversário, ele menino. Houve ordem para que se abrisse o portão, quem quisesse entrar para se despedir da família que entrasse".
Depois, com a família e todo o pessoal, JK desceu a escadaria do palácio. Na calçada, foi homenageado pelos alunos da vizinha escola Rodrigues Alves, que acenaram com lenços brancos para ele. O povo, emocionado, envolveu seu presidente.
Juscelino caminhou então até o portão do Catete Museu da República, a partir daquele instante e, lentamente, o fechou.
Depois, o poder voou para Brasília.
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