UM FURACÃO NA PRESIDÊNCIA (1955-1961)

A vitória nas urnas

Abertas as urnas de 3 de outubro de 1955, soube-se que o vencedor era Juscelino Kubitschek, com 3 077 411 votos: 36% dos sufrágios válidos. Juarez Távora obteve 2 610 462 (30%), Ademar de Barros, 2 222 725 (26%) e Plínio Salgado, 714 379 (8%).

Inconformados, a UDN e setores das Forças Armadas, entre eles uma Cruzada Brasileira Anticomunista, a todo custo tentaram anular a eleição. Apesar da falta de respaldo na Constituição, retomaram a tese da falta de maioria absoluta. Sem provas, denunciaram a ocorrência de fraude, sobretudo em Minas Gerais. Por fim, sustentaram a ilegalidade dos votos comunistas que teriam sido dados a JK e ao vice João Goulart – como se fosse possível distinguir, na massa dos sufrágios, os que provinham dessa ou daquela corrente.

Sem argumentos, os adversários de JK partiram então para a pregação pura e simples de um golpe militar. Por pouco não conseguiram.