UM FURACÃO NA PRESIDÊNCIA (1955-1961)

A disputa de 1955


Indicado pela maioria dos diretórios do PSD, JK teve a sua candidatura homologada em convenção do partido a 10 de fevereiro de 1955.

JK em campanha. Rio de Janeiro, 1955 Em 31 de março, deixou o governo de Minas e se lançou numa campanha que se desenrolou debaixo de implacável e permanente artilharia dos adversários, empenhados em apresentá-lo à opinião pública – e aos quartéis, sobretudo – como um político comprometido com Getúlio Vargas. Jingle da campanha presidencial de 1955 - (arquivo MP3, 1.28 Mb)

A tensão só aumentou quando, em abril, o PSD acolheu João Goulart – ex-ministro e afilhado político do falecido presidente –, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), como vice na chapa de Juscelino.

Em maio, deputados da UDN tentaram impugnar a candidatura de JK, acusando-o de corrupção e exigindo que entregasse à Câmara uma relação de seus bens. Armou-se uma comissão parlamentar de inquérito, que, por ser inconstitucional, não foi adiante.

No fim do primeiro semestre o eleitor já conhecia os nomes que a 3 de outubro disputariam a presidência, e as forças que o apoiavam:

  • Juscelino Kubitschek: Partido Social Democrático (PSD), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Republicano (PR), Partido Trabalhista Nacional (PTN), Partido Social Trabalhista (PST) e Partido Republicano Trabalhista (PRT);
  • Juarez Távora: União Democrática Nacional (UDN), Partido Democrata Cristão (PDC), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Libertador (PL) e dissidentes do PSD;
  • Ademar de Barros: Partido Social Progressista (PSP) e dissidentes do PTB;
  • Plínio Salgado: Partido de Representação Popular (PRP).