A PAIXÃO IMPREVISTA (1933-1954) O "prefeito furacão" No entusiasmo de seus 37 anos, Juscelino mudou a cara de Belo Horizonte, a tal ponto que o povo começou a chamá-lo de "prefeito furacão". "Irei administrar na rua, e não fechado num gabinete", anunciara. Rodava a cidade de um lado para outro, levado por Geraldo Ribeiro o motorista que o acompanharia na prefeitura, no governo do estado, na presidência da República, nas desventuras de cassado e no acidente em que ambos morreram, a 22 de agosto de 1976. O prefeito criou bairros inteiros, como o Sion e a Cidade Jardim, asfaltou vias importantes como a avenida Afonso Pena, que atravessa a cidade, e concluiu a avenida do Contorno. Criou a Escola de Arquitetura e o Museu Histórico da cidade. Foi buscar no Rio o pintor Alberto da Veiga Guignard, que formaria mais de uma geração de artistas mineiros. Vinte e dois anos depois da Semana de Arte Moderna de São Paulo, JK promoveu em 1944 uma "semaninha", como ficou conhecida, decisiva para a renovação das artes em Minas Gerais.
Vinte anos antes, foi uma prefiguração das ousadias de Brasília. "Eu comecei a minha arquitetura com a Pampulha", escreverá Oscar Niemeyer. "Brasília foi um seguimento natural."
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